O dem�tico � uma escrita cursiva que se desenvolveu a partir da escrita hier�tica, vindo mais tarde a substitu�-la, exceto para os textos religiosos, a partir da XXVI dinastia. O termo grego significa (escrita popular) e foi pela primeira vez usado por Her�doto. No seu tempo o dem�tico era principalmente utilizado em documentos administrativos e legais, mantendo-se os signos hier�glificos e hier�ticos em uso nos textos religiosos. O dem�tico continuou a desenvolver-se ao longo dos s�culos. Embora ocorressem gradualmente transforma��es , podem ser idenficadas as seguintes fases: Dem�tico Antigo: usado desde a XXVI dinastia at� o in�cio do Per�odo Ptolomaico Dem�tico M�dio: usado durante o per�odo ptolomaico. Neste tempo os textos religiosos e funer�rios tamb�m como a l�ngua oficial a par do grego Dem�tico tardio: usado durante o Per�odo Romano. O �ltimo texto conhecido em dem�tico � um grafito de Philae , datado de 452 de nossa era. Os textos em dem�tico podiam ser escritos em diversos suportes. A par dos textos em papiro existem �stracos e tabuinhas em madeira, por exemplo as etiquetas de m�mias. Embora a raridade, podem aparecer tamb�m em estelas. Um famoso exemplo do uso do dem�tico surge na Pedra de Roseta , aonde um dem�tico aparece entre os textos em escrita hierogl�fica e em grego. Um pequeno n�mero de signos dem�ticos foi adaptado para o alfabeto copta com a inten��o de exprimir sons para os quais o alfabeto grego n�o possuia signos pr�prios. |
| Jean-Fran�ois Champolion foi o fil�logo e egipt�logo frances que decifrou a escrita hierogl�fica. Nasceu em Figeac em 23 de dezembro de 1790. Quanto tinha 16 anos de idade escreveu � Academia de Grenoble a prop�sito do copta, que segundo ele era a l�ngua do Antigo Egito. A partir de 1807 estudou com Silvestre de Sacy no College de France, onde desde 1831 at� o fim de sua curta vida foi o primeiro a ocupar a c�tedra de Hist�ria e Arqueologia do Egito, especialmente criada. Depois de ter completado os seus estudos e de ter escrito " O Egito sob os Fara�s" e " A Religi�o e Hist�ria do Egito e ainda Geografia do Egito, foi nomeado professor da Universidade de Grenoble em 1809. Ao mesmo tempo foi estudando v�rias l�nguas , algumas delas com grande profundidade: hebreu, �rabe, s�rio, caldeu, chines, copta, et�ope , sanscrito, av�stico, palevi , persa antigo e persa. Durante anos trabalhou na decifra��o dos hier�fligos utilizando, entre outros , o texto triplo da Pedra de Roseta. Em 1822 publicou a sua famosa " Lettre a M. Dacier" na qual explicou os princ�pios da l�ngua eg�pcia, embora apenas metade do alfabeto eg�pcio estivesse a� corretamente identificado. S� mais tarde, trabalhando na sua gram�tica e no dicion�rio, pode desenvolver as suas definitivas e pioneiras ideias. Visitou entretando v�rias cole��es eg�pcias e trabalhou nos museus de Turim, Livorno, Roma, N�poles e Floren�a, tornando-se conservador da cole��o eg�pcia do Museu do Louvre em Paris. Em 1828-1829 visitou o Egito com uma equipe que levou a cabo a primeira descri��o sistem�tica dos monumentos. Faleceu em 1832. |
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| TRANSCRI��O LIVRO DOS MORTOS |