PROJETO: FEIRA DE CIENCIAS - EEBFM

EEB FRANCISCO MAZZOLA - NOVA TRENTO – SC

 

OBJETIVO GERAL: Promover o conhecimento científico e divulgar os trabalhos escolares numa Feira de Ciências interna na EEB Francisco mazzola.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

       Através da experimentação, obter uma melhor compreensão de um ramo da ciência (matemática, física, química e biologia).

 

COORDENAÇÃO: Professores: Édio, Eloi, Orientadora Ma. Lurde (Dinha)

 

EXECUÇÃO:

Alunos de  1a, 2a e 3a  do Ensino Médio vespertino e noturno, Comunidade Escolar, Direção, Apoio Pedagógico, Professores, Pais e Alunos.

APOIO E FINANCIAMENTO

EEB Francisco mazzola, Comércio e indústrias locais, Pais e Alunos

 

CRONOGRAMA - 2007

Março Estudo do Projeto
Abril Divulgação e distribuição das regras e dicas (CD), Distribuição das Equipes
Maio a Agosto Pesquisa, Preparação e Confecção dos temas
31 de Agosto Ultimo dia para entrega de formulário no apoio pedagógico
06 de Setembro (noturno) Montagem das estantes para exposição
14 de Setembro Exposição dos temas e julgamento

                                                   

LOCAL: Exposição em estantes nas Salas de Aula ou Quadra Esportiva

 

ESTRUTURA UTILIZADA

Quadra Esportiva, Laboratório de Ciências, Laboratório de Informática, Salas de Aula

 

METODOLOGIA

Pesquisa dos temas, preparação de exposição com uso de materiais diversos como equipamentos, cartazes, áudio e vídeo, etc.

 

Resumo: Este projeto consiste no desenvolvimento de trabalhos pelos alunos das  1a séries, 2a séries e 3a séries do Ensino Médio, em sala e extra sala de aula com o uso dos diversos meios disponíveis de pesquisa como biblioteca, informática, laboratório, etc. Os trabalhos então serão expostos na quadra de esportes em estantes montadas pelos alunos, cujo evento recebe o nome de “FEIRA DE CIÊNCIAS” que será avaliado por um grupo de professores. Para o sucesso deste evento é necessário a colaboração de todos os professores, alunos, pais, apoio pedagógico, direção e comunidade escolar. Os temas estarão enfocados preferencialmente com as disciplinas de ciências, matemática, física, química e biologia (e suas tecnologias). Todos os materiais necessários para o evento serão de responsabilidade das equipes, sendo a escola co-responsável pelo espaço físico e  fontes de pesquisa (biblioteca, informática e laboratório).


1. INTRODUÇÃO

 

Na maioria das esferas de atividades, a melhor maneira de aprender é fazendo. Os livros, revistas, aulas teóricas e conferências fornecem uma sólida base, porém assimilamos verdadeiramente os conhecimentos quando colocamos em prática as teorias. Para aprender matemática temos que resolver muitos problemas e exercícios. O mesmo ocorre com as ciências ditas naturais. Aliás, uma das etapas da maior importância do método científico, justamente aquela que distingue uma ciência exata dos demais ramos do conhecimento humano, é a experimentação.

Quando realizamos um bom projeto científico, trabalhamos quase da mesma maneira que os cientistas profissionais. Como eles, observamos, experimentamos, investigamos, especulamos e comprovamos a validade de nossas hipóteses, mediante mais experimentos, tudo isso com o objetivo de aprendermos mais. Se nosso trabalho foi bom, outros também poderão aprender com ele; mas, para isso, devemos apresentá-lo de maneira adequada.

A melhor vantagem que podemos obter pela realização de um projeto científico é a melhor compreensão de um ramo da ciência. Os melhores projetos científicos criam hábitos de planificação eficaz, de atenção aos detalhes, cuidado no trabalho, aperfeiçoamento de manuseio e adoção de critérios muito rígidos que nos serão úteis durante toda a vida. Além disso, sempre fica a expectativa de que tais projetos possam abrir as portas de uma carreira almejada, culminando com a realização própria, individual ¾ aquela satisfação permanente que ninguém jamais pode nos subtrair.

Com freqüência cada vez maior, os cientistas devem partilhar seu trabalho não só com outros cientistas, senão também com legisladores, administradores, sociólogos, artistas, professores, genericamente, com pessoas de todas as profissões. Isso é a divulgação científica. Seguindo essa tendência, os estudantes de ciências ¾ em todos os níveis ¾ também devem informar a outras pessoas sobre seus aprendizados e projetos científicos.

As exposições, quando realizadas corretamente, constituem um meio eficaz de se conseguir esse objetivo.

 

 

2. JUSTIFICATICA

 

As exposições constituem a mais eficiente proposta de divulgação científica.

As exposições que combinam materiais visuais interessantes, com comunicações bem escritas, podem transmitir grande quantidade de informações em um espaço e tempo muito limitados.

As boas exposições podem resultarem muito claras a uma grande variedade de espectadores. Os que têm certo conhecimento do tema podem absorver toda a informação, mas também, os não especializados encontrarão sempre algo de seu interesse.

As Feiras têm sido muito populares no decorrer da história. Geralmente têm produzido oportunidade de exibir trabalhos ou êxitos que deixaram plenos de orgulho seus autores. Freqüentemente têm estimulado o progresso, o intercâmbio de bens e de idéias. Muitos empresários de mente aberta buscam, mesmo nas mais modestas Feiras de Ciências, sugestões, trabalhos, resultados, técnicas, idéias e afins, que se adaptem de imediato a suas necessidades.

As oportunidades para os autores de trabalhos em tais Feiras são acentuadas. Diretores e Professores de escolas, Autoridades e Membros de destaque da sociedade local estão de olho abertos para esse ou aquele participante que se destaque em uma Feira Científica.

 


3. HISTÓRICO

 

No princípio desse século, alguns professores americanos incentivaram seus alunos para que iniciassem projetos científicos individuais e os expusessem, depois, para seus companheiros de classe e de estudo. E assim tudo começou!

No intervalo entre as duas Guerras Mundiais, algumas escolas desenvolveram feiras científicas em suas cidades para expor os trabalhos que mais se destacaram.

O movimento de feiras científicas ganhou impulso rapidamente depois da Segunda Guerra Mundial e em 1950 celebrou-se, na Filadélfia (USA) a primeira Feira Científica, que abraçou trabalhos de 13 outras Feiras do país. O sucesso desencadeou a formação de Feiras, atraindo expositores de mais de 200 Feiras estaduais; a moda científica tomou cunho mundial, produzindo as Feiras Científicas Internacionais - uma espécie de "jogos olímpicos" para os expositores em feiras de ciências.

Normalmente, em feiras estaduais e regionais, assim como se faz nas Internacionais, são abertas inscrições exclusivamente para alunos do segundo grau e, algumas vezes, existem subdivisões para estudantes do primeiro grau. Nos distritos escolares em que se realizam feiras apenas para graus inferiores, é hábito incluir divisões para os alunos superiores e intermediários.

Algumas escolas primárias realizam feiras científicas para seus estudantes da quinta à oitava série. Ainda que a qualidade global das exposições das feiras locais raramente encontra-se à altura das feiras regionais, estaduais e internacionais, aquelas constituem, provavelmente, os instrumentos educativos mais valiosos, uma vez que são dirigidas para um grande público de companheiros de classe, pais, mestres e outros cidadãos da localidade.

As Feiras locais devem ser incentivadas, pois são as mais comuns no Brasil.

Colégios, Escolas e Faculdades devem dar sua parcela de promoção aos jovens.

Segundo o Prof. Luiz Ferraz Netto, nas feiras científicas — como no atletismo, na música etc. — é raro que os primeiros prêmios sejam obtidos por estudantes que participam pela primeira vez. Quase todos os estudantes-expositores, aficionados, têm participado a cada ano, em cada série, adquirindo com isso experiência e conhecimentos acumulados.

Apresentar exposição com destaque o aluno requer experiência na realização de projetos científicos e práticas nas técnicas de exposição.

4. METODOLOGIA

A metodologia aplicada neste projeto segue as seguintes etapas:

a)      Estudo do Projeto com reuniões com uma comissão formada por professores.

b)      Emissão das normas da exposição, dos critérios adotados, dos comportamentos esperados, dos prêmios envolvidos, elaboração de fichas, referências e dicas a serem entregues.

c)      Formação das equipes e inscrição.

d)      Planejamento de aulas dirigidas a pesquisa dos temas.

e)      Orientação dos temas pelos professores da comissão.

f)        Exposição, Julgamento e Premiação.

 

Sobre a premiação, é terminantemente proibido, por lei e por consciência científica, que os prêmios afetem as notas mensais normais do processo de educação na escola.

Participa-se de uma Feira de Ciências para uma divulgação científica e mostras do aprendizado na escola, não para tirar nota. Os prêmios podem ser ofertados pelos agentes patrocinadores, sociedades beneficentes, agremiações locais, firmas comerciais locais, prefeitura local etc.

A avaliação será durante o processo usando os critérios de espírito de equipe, participação e entrega de relatório.

 

4.1. DAS EQUIPES

 

1. Cada sala formará 4 equipes;

2. Cada equipe poderá ter no máximo 10 alunos e no mínimo 5;

3. As 3a série serão orientadas pelo professor Elói Voltoline;

4. As 2a série serão orientadas pelo professor Édio Mazera;

5. As 1a séries e o Curso de Turismo serão orientadas pelos demais professores

 

 

4.2. JULGAMENTO

Optamos pelos critérios e sistema de pontuação utilizado pela Feira Científica Internacional.

Pontuação

Critérios

I. Capacidade criativa

(30 pontos)

Em que medida o trabalho exposto apresenta originalidade no planejamento ou em sua execução? Deve-se considerar os aspectos originais, independentemente do preço do equipamento comprado ou emprestado. Tenha presente a utilização engenhosa do material exposto. Considere que as coleções serão criativas se apresentarem um objetivo muito bem definido.

II. Pensamento científico

(30 pontos)

O exposto revela um procedimento organizado? Existe planejamento? Há classificações, observações precisas ou experimentos controlados? O exposto verifica leis ou relações de causa e efeito? Contribui, mediante modelos e outros métodos, a uma melhor compreensão de fenômenos ou de teorias científicas? Houve preocupação na aplicação de metodologia científica?

III. Minuciosidade

(10 pontos)

Pontue aqui a medida com que a história (tema) se desenrola completamente. Não é imprescindível que nos modelos se observe uma clareza muito prolixa dos detalhes da construção. Ser minucioso é saber cutucar o nervo doente e não excitar o corpo todo. Ser minucioso é saber despertar no espectador uma célula cerebral adormecida.

IV. Habilidade

(10 pontos)

Está bem construído o trabalho apresentado? A base do "aparelhinho" foi devidamente cortada, lixada e envernizada? Necessita de reparos freqüentes para manter o funcionamento? No caso de coleções, que grau de habilidade é refletido no trabalho exposto, na montagem, nos textos etc? Dispense sua exigência e maturidade no assunto, você é um profissional, ele um aluno.

V. Clareza

(10 pontos)

Na sua opinião, um indivíduo médio entenderá a idéia do trabalho exposto? Estão escritos corretamente os títulos, as etiquetas, as descrições e os visuais? Foram apresentados com limpeza e precisão? Há algo que faça aumentar a atenção do espectador à medida que observa a seqüência do trabalho exposto?

VI. Valor espetacular relativo

 (10 pontos)

Esse trabalho exposto é mais atrativo que outros relativos ao mesmo tema? Exemplifico, exame de sangue é 'habitué' (o que é ótimo!) em Feiras de Ciências e, vários grupos de alunos apresentam o mesmo tema. O problema do júri é estabelecer como cada um deles realmente esclarece o proposto, isso é o valor espetacular relativo.*

 

*Nessa avaliação de exposições versando sobre o mesmo tema (e nenhum mal há nisso!) não se deixe influenciar por detalhes simpáticos (luzes, botões, interruptores, manivelas ou outros artifícios visuais que não acrescentem nada ao objetivo do trabalho exposto).

Enaltecer indevidamente trabalhos vulgares, com apresentação dispendiosa, com computadores, reprodutores de fitas de vídeo, toca-discos etc, é perigoso por incentivar, para as próximas feiras, composições cada vez mais suntuosas, porém alheias ao espírito científico.

Verifique se o trabalho exposto é fonte sonora que possa prejudicar outros trabalhos próximos, quer pelo ruído, quer por desrespeito aos gostos alheios para os sons produzidos.

Senhor do júri, por gentileza, nunca se esqueça disso, sua avaliação pode mudar o rumo de uma vida profissional. Ser júri numa Feira de Ciências é uma 'senhora' responsabilidade.

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Bibliografia

 

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