Poesias Etográficas

 

A Arte Difícil de Viver

 

Quem não vive os momentos que, a vida, oferece.
Não Vive os instantes de amor que poderia amar.
Quem passa á vida inteira, a dizer se eu pudesse.
Como os dejetos perdidos, a vagar em pleno Mar.
Não Vive a vida... Apenas, vegeta, simplesmente.
Como a mais soberba planta que, não tem raízes.
Um dia vai compreender de forma surpreendente.
Ah! Os Momentos Perdidos eram os mais Felizes.
Mas agora lamentar o que passou, já não importa.
É como dizia, o velho ditado Inês, agora - é morta.

Quem Amou loucamente, mas nunca se entregou.
Foi como o barco virgem, nunca conheceu o Mar.
Tempo de amar como tudo também há de passar.
Como é triste a vida, de quem, só tem a lamentar.
Como já disse o poeta quem não recebeu e, deu.
Navegou em brancas nuvens, mas jamais. Viveu.
Vida... É ciclo de acasos cabe a você, comandar.
Grande bússola, para não ser somente, sofredor.
É compreender o óbvio, o simples que vou dizer.
Precisa-se de Audácia, para podermos. Velejar.
Queremos dar a Vida... Muito mais Sabor e, Cor.
Feliz neste mar encrespado... Enfim - sobreviver.
É preciso remar nesta nau imprevisível... o Amor.
Para sentir em milésimos, a Eternidade do Viver.

 

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Edvaldo Feitosa
( Direitos autorais reservados)
* Fundação Biblioteca Nacional - nº 180859 *



 

 

 

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