
INFELIZMENTE
O Poeta - Canta...
Dissabores tantos.
Envia... Mil - Flores.
Alma... Em Prantos.
Mas se desencanta.
Eis o Poeta é Gente.
No imenso Coração.
Externa o que Sente.
Há Saudade e ilusão.
Porque Poeta é gente.
Crente. INFELIZMENTE.
O Poeta sempre Chora...
Lágrimas mais doloridas.
Enfim, tanto canta a Vida.
Quanto chora a sutil morte.
Canta ilusões mais queridas.
Desdenhando a própria sorte.
Poeta é um barco - sem Porto.
A Navegar as ondas, da Ilusão.
Sem saber ainda vivo ou morto.
Tendo como sua Única Bússola.
As Diretrizes... Do Seu Coração.
Vive a Vida... Como uma criança.
Cavalgando seu... Cavalo de pau.
Disfarça nos sorrisos imensa Dor.
Finge ser Anjo bom - ou Anjo Mau.
E vive amando - somente o AMOR.
Sem revelar Desilusões que Sente.
Mas o Poeta creia também é gente.
Bela Alma meio louca.
Infelizmente.
Nunca esquece - dos seus amores.
Já tão distantes Diluídos no Tempo.
As Dolorosas e, Tristes Despedidas.
Anestesia com Esperança, as Dores.
Guarda Saudades... Não esquecidas.
Tenta Esquecer os piores Momentos.
Navega sorrindo, procelas e ilusões.
Vive Numa Só Vida - Tantas... Vidas.
Ressuscitando as Doces. Emoções.
Mas Enfrenta a Vida. Bem de Frente.
Porque Poeta é antes de tudo gente.
Bela Alma meio louca. INFELIZMENTE