Poesias
Etográficas
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MALDITO QUASE
O Pior do Quase, é que... Ele Hiberna.
Cruel entre todas mais Falsas Ilusões.
Como um Orgasmo... Sem o Esperma.
A mais cruel dúvida repleta de senões.
Ou como um lindo sonho sem a ilusão.
Pior desgraça e nos enche de tristeza.
É trocar a certeza por um reles senão.
Eis o Aborto Mais Boçal, da Natureza.
Nem Adianta o que, quase aconteceu.
Amor Amado tanto e não se entregou.
É Feto que, antes de Nascer - Morreu.
Ou Sonho que por covardia fracassou.
Quase é menor que o Nada... Querida.
Porque até o Nada ainda, afirma Algo.
E o Quase é Maior Nada. Desta Vida.
De nada vale a gente parecer Fidalgo.
Se nosso Tudo foi uma Ilusão perdida.
Quase é Aquele Sonho nosso Gorado.
O Beijo Tímido que, ficou Num Selinho.
Um Orgasmo apenas, quase. Gozado.
Grande Amor a Morrer sem o Carinho.
Quase Certamente é o maior Impostor.
Quase é um Grande o Cocô, da Ilusão.
Ele é a maior Decepção - do Coração.
O Resíduo Fétido, da Cloaca do Amor.
Quase é tão Sinistro imagine as Cenas.
Mulher Seduzida - esperando na Cama.
Instante Sublime em que Tanto Sonhou.
Pura Tesão como toda Mulher que Ama.
Mas na Hora H quase acontece apenas.
O desejado complemento quase Falhou.
Nesta hora o quase a ninguém Engana.
A História o Amor ser a Pura Essência.
Vai para o Hilário das coisas Humanas.
Todo o Romantismo perdeu o seu valor.
Quase se torna sinônimo de impotência.
Mulher Amada quem Quase... Viveu a Vida.
Não viveu, apenas, vegetou minha Querida.