Poesias Etográficas

 



Difícil Escolha

 

       Quando a Vida me dar o máximo - Eu agradeço.
       Mas se eu vier a perder sorrio e, não desespero.
       Nunca perguntei a sorte tenho direito e mereço.
       Nem deixei de lutar,  pelo que não tive e Espero.
       Sei ser essa vida um louco jogo, perde e ganha.
       Portanto vivo cada segundo como o derradeiro.
       Vivo a vida com uma ilusão Insana, e, Tamanha.
       Quiçá transforme último momento. Em primeiro.
       Nessa doce ilusão de viver intensamente a vida.
       Não vou ficar imaginando Sorte, ser mesquinha.
       Nem nunca fiquei a choramingar, ilusão perdida.
       Sempre vivendo o máximo... Que ela me oferece.
       Nem paro... Para lamentar - alguma perda minha.
       Para perdas a minha alma sempre diz - Esquece.
 

     Sou mesmo o Homem que Sabe Perder e Ganhar.
     E fazer da vida, um grande Jogo de xadrez. Enfim.
     O jogador que joga sempre pelo o Prazer de jogar.
     Não economista com planilha para sempre Lucrar.
     Insanamente... Gosto de Viver Eternamente Assim.
     O grande Amante que Ama, pelo o Prazer de Amar.
     Mas o meu grande lance único em que sou senhor.
    No qual arrisco quase tudo sem nunca nem pensar.
    É na realidade a Essência do Viver na vida o AMOR.
   Jogo da vida, Realmente, de todos, o mais Perigoso.
   Mas por outro lado, para Quem Sabe, bem ele Jogar.
   Até por se Arriscar Tudo é sempre o mais Prazeroso.
   É o Jogo Sublime - de Sutileza Indefinida e Estranha.
  Às vezes, mas parece aquele joguinho perde e ganha.
  Pois o que pensa ter sido amado imagina que venceu.
  Mas, Ironicamente.  Ele foi Exatamente - o que Perdeu.


 Muito difícil à gente compreender, desse jogo a trama.
 Sutil labirinto, nos meandros, do coração Apaixonado.
 Desconfio de que quem é feliz realmente é o que Ama.
 Não o outro que sabe haver sido eternamente Amado.
 Este do amor nunca nem de longe conheceu a chama.
 Passou a vida inteira se imaginando um conquistador.
 Viveu apenas o Prazer, mais intenso, absoluto e, Total.
 Mas não soube o quanto é sublime o verdadeiro Amor.
 Porém o célebre Amor eterno e tão difícil de acontecer.
 Sendo assim, temos que nos Contentar, com o Prazer.
 O amor é exclusivista egoísta, mas é a Felicidade total.
 Prazer é quase felicidade, meia eternidade mais liberal.

 
 

 

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Edvaldo Feitosa
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