Ânsias de Eternidade

 

 

Somente o homem tem os pensamentos.
Sonha Ideais, Possíveis, e... Impossíveis.
Desde a menininha, a mais velhinha avó.
Sonhos prováveis e, lindos sentimentos.
Elabora Hipóteses - sensatas e Incríveis.
Mas Almas Lindas não Terminam em Pó.
Homem é o contraste, maior da natureza.
Forte, Frágil, Herói, Vilão - Ou Indiferente.
O animal mais cruel e santo, com certeza.
Audaz e ao mesmo tempo o mais carente.
Ele é tão complexo e nos Devaneios seus.
Interrogam os ateus, numa insana dúvida.
Deus criou o Homem, ou Ele - criou Deus?

 

 

 

 

 

 

 

Santo e Diabólico. Mártir... Feliz e, Sofredor.
Cérebro mais privilegiado em toda natureza.
Sensível a um tenro embrião ainda sem Cor.
Mas pode abrigar insensível - duro coração.
Ele mata a sua Espécie e a própria Natureza.
Pode ser mais terno e desvairado sonhador.
Ou um animal venal... Que Mata e nem Come.
Alguns, o contraste entre amor e o desamor.
Pode ser tanto o mais confiável quanto Infiel.
Mata com a bomba, revólver, stress, canhão.
 Pode matar com desesperança e a desilusão.
Quando sua Sensibilidade. Realmente Some.
O Homem de maneira, enfim, fria, torpe cruel.
Indiferente. Deixa milhões, a morrer de fome.

 

 

 

 

 

 


 

O homem é o ser humano que quis ser divino.
Eis porque luta o Animal contra o seu Criador.
Nas ilusões pueris, dos rudes... Sonhos seus.
Mas Deus o perdoa - o sabe. Eterno... Menino.
Se nunca criou nada. Ele jamais. Criaria Deus.
O homem descobre inventa, mas nunca criou.
Ele só compreende as coisas que ver e sente.
É ainda um pobre ser exilado num planeta só.
Eis porque precisa de lupa.Telescópio e lente.
Com uma única certeza. Eterna e Onipresente.
O corpo é barro - carne e cinza. Voltará ao Pó.
Sua  Inteligência está Imersa... Em Denso Véu.
Então a Boa Alma, conseguiu imaginar, o Céu.
Quando descobriu existir primavera e inverno.
Consciência atormentada encontrou o inferno.

 

 

 

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Edvaldo Feitosa
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