Assunto muito cogitado pelos universit�rios em todo final ou come�o de m�s: como ganhar a milagrosa autentica��o banc�ria no boleto mensal da faculdade? Por isso, aumenta cada vez mais a procura pelo Programa Escola da Fam�lia.

Um dos respons�veis pela cria��o do programa foi o Secret�rio da Educa��o, Gabriel Chalita, que nos concedeu uma entrevista, onde fala sobre sobre as expectativas e desempenho do projeto e sua rela��o com a qualidade de vida das pessoas..
Desde 23 de agosto de 2003, o Governo do Estado de SP, implantou o programa em todas as escolas estaduais voltado a fins educativos, culturais, esportivos e profissionalizantes. .
As atividades s�o desenvolvidas aos s�bados e domingos, das 9h �s 17h e administra��o fica por conta dos educadores profissionais, universit�rios, volunt�rios, coordenadores e dirigentes.
Para se candidatar � s� acessar o site (www.escoladafamilia.sp.gov.br) e seguir as instru��es passo-a-passo apresentadas na ficha cadastral. At� hoje, foram disponibilizadas 5 mil bolsas de estudo e 30 mil estudantes j� tiveram contato com as atividades oferecidas.


O Matuto - Secret�rio, em uma de suas declara��es para o site da Secretaria da Educa��o, voc� disse que �nstitui��es agora podem acolher n�o apenas alunos regularmente matriculados, mas toda a comunidade em seu entorno: homens, mulheres, jovens e crian�as �vidos pela descoberta, pela arte, pelo esporte, pelos cursos dispon�veis, pelo aprendizado�. Ap�s quase dois anos do Programa, � poss�vel constatar o aumento da qualidade de vida dessas pessoas? Como?

Gabriel Chalita - N�o foi feita nenhuma pesquisa espec�fica sobre a qualidade de vida dessas pessoas, mas ao oferecermos produtos e servi�os gratuitos, integra��o com a comunidade e a pr�pria fam�lia, atividades que suprem demandas culturais, esportivas, de lazer, entre tantas outras, a melhora na qualidade de vida acaba se tornando uma conseq��ncia. A maior comprova��o desta melhoria pode ser vista em todo o Estado, em exemplos espalhados nas mais diferentes regi�es. S�o crian�as desenvolvendo atividades �s quais dificilmente teriam acesso, adolescentes e jovens que transformam um tempo antes ocioso, em protagonismo e melhorias para suas comunidades; pais que se aproximam da vida escolar dos filhos quando se familiarizaram com a pr�pria escola; senhores e senhoras que redescobriram a sensa��o de serem �teis e ativos. Os exemplos s�o in�meros e extremamente variados, mas que t�m em comum o enriquecimento das pessoas como cidad�os.

Sob o ponto de vista educacional, focando o Programa Escola da Fam�lia, como se explicaria o termo �qualidade de vida�?


Gabriel Chalita - A educa��o � composta por gestos e a��es simples. Quando falamos em qualidade de vida pensamos na capacidade de proporcionar novas alternativas, de oferecer a��es que valorizem a diversidade, que respeitam iniciativas e caracter�sticas regionais, que elevem a auto-estima e incentivem a comunidade a identificar qualidades e problemas, buscando solu��es para estes e valorizando aqueles. Por qualidade de vida, entendo a oportunidade de se deliciar com cores, sons, aromas, sabores e sensa��es.

Existe satisfa��o entre o trabalho feito pelos educadores e comunidade? E entre os dirigentes e respons�veis pelo Programa e os educadores?


Gabriel Chalita - Uma pesquisa realizada pela Unesp comprovou em n�meros essa satisfa��o. Todos os atores do Programa Escola da Fam�lia, ou seja, educadores profissionais, universit�rios, diretores, volunt�rios e participantes definiram as atividades do Escola da Fam�lia como �bom�, �muito bom� e ��timo�. O Programa registra, por m�s, m�dia de 7 milh�es de participantes e mais de 385 mil atividades. A ades�o � a maior prova de satisfa��o da comunidade. Quanto aos respons�veis pelo Programa, o entusiasmo e a dedica��o que demonstram em suas atividades � resultado direto de quem produz um trabalho gratificante.


�A educa��o cidad�: a base para um Brasil melhor� � t�tulo de uma de suas publica��es. Como aplicar os conceitos desta obra aos dias de hoje?


Gabriel Chalita - A escola � um centro de luz que precisa gerar mecanismos capazes de iluminar os caminhos e o futuro da sociedade. Por isso, a escola atrav�s de uma educa��o voltara � cidadania, pode ampliar o conhecimento e as a��es focadas na constru��o de tempos melhores. O trabalho pedag�gico direcionado � conscientiza��o dos estudantes em rela��o � solidariedade e �s diversas formas de a manifestar pode atingir um enorme contingente populacional. O grande desafio de aproximar, cada dia mais a comunidade da escola � hoje uma realidade com o Programa Escola da Fam�lia. Sendo assim, alunos e comunidades, se tornam agentes multiplicadores de conceitos que buscam estimular a solidariedade. A escola crist� reflete uma sociedade cidad�, com indiv�duos pr�-ativos, respons�veis e cooperativos.

Quais s�o as expectativas para os beneficiados e educadores do Programa?

Gabriel Chalita -  Acredito que cada ator do Programa tenha expectativas distintas e que tenham em comum o fato de serem beneficiados. O universit�rio pretende ter acesso ao Ensino Superior e concluir a gradua��o, o educador profissional se realiza como cidad�o e ajuda sua pr�pria comunidade, os volunt�rios que contribuem com o Programa que atende um n�mero enorme de pessoas e cumprem uma meta pr�pria de doar seu tempo em benef�cio de outros. Quanto aos freq�entadores do Escola da Fam�lia, acredito que tenham como expectativa a consolida��o dessa iniciativa como pol�tica de qualquer governo, uma vez que com ele, veio tamb�m o sentimento de pertencimento ao universo e ao espa�o solar.

Existe algum projeto para o progresso, inova��es para o Programa Escola da Fam�lia?


Gabriel Chalita - Constantemente, novas parcerias s�o estabelecidas, inovando e ampliando a rede de servi�os oferecidas aos finais de semana. Uma das mais recentes, lan�ada no final do ano passado, leva para 3500 escolas a magia do cinema. O Cine Fam�lia, nome dado � parceria entre a secretaria de Estado da Educa��o e a Europa Filmes, realiza sess�es de cinema aos domingos com t�tulos nacionais e internacionais que democratizam a s�tima arte. Outra novidade que entra em vigor no come�o de mar�o � o projeto Escola da Juventude. Com o intuito de trazer de volta para a escola jovens e adultos que n�o s�o beneficiados por outros projetos de supl�ncia, o projeto far� de materiais impressos e m�dias digitais para apoiar o desenvolvimento da aprendizagem. Os finais de semana ser�o, tamb�m, uma op��o de estudo.

Hoje, como secret�rio da Educa��o, e h� tempos como universit�rio, voc� acredita que houveram mudan�as relevantes na educa��o e aumento na qualidade de vida?

Gabriel Chalita - Na quantidade n�s j� avan�amos quase tudo o que era poss�vel. Agora estamos trabalhando com �nfase e velocidade m�xima para a melhoria di�ria da qualidade de ensino. No estado de S�o Paulo, especificamente, os avan�os educacionais podem ser avaliados, por exemplo, pela melhoria nos �ndices de alunos na escola e de queda no abandono. Hoje, em territ�rio paulista, quase 100% das crian�as de sete a 14 anos est�o na escola. Para sermos precisos esse �ndice � de 99,6%.
Mesmo assim, ainda temos muito a fazer. Afinal, a educa��o � um processo cont�nuo que transcende os lares e os muros das escolas. Educar � dar oportunidade para as crian�as e jovens expressarem sua criatividade, brincarem, ousarem.
Em qualquer tempo, nas universidades, milhares de jovens se sentem pressionados ao das um passo em dire��o a uma nova fase. Desde sempre os jovens est�o na vanguarda apontando novos caminhos e tra�ando rumos muito mais ousados e originais para as mais diversas �pocas. E � na universidade que eles possivelmente desenvolver�o muitas de suas in�meras potencialidades para a batalha da vida. Os bancos escolares, como sabemos, n�o oferecem as respostas, mas apontam os caminhos para que possamos descobri-las.
A qualidade de vida � uma conseq��ncia natural do trabalho desenvolvido n�o s� dentro do ambiente escolar como em todos os setores da sociedade.
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Talita Matos, 21, estudante do 3�.ano de Jornalismo da Universidade Santo Amaro/SP

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Trabalho X Bolsa- Universidade
Para concluir a gradua��o, acad�micos disputam vagas pata trabalhar aos finais de semana
REP�RTER MATUTO
Ter�a, 19 de abril de 2005
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