| Na �ltima quarta-feira, o Assessor para Assunstos Internacionais da Presid�ncia, Marco Aur�lio Garcia, que ao lado de Antonio Mena Gon�alves, embaixador brasileiro em La Paz, acompanha o conflito boliviano, afirmou n�o existir risco de interrup��o no fornecimento de g�s ao Brasil. Os coflitos na regi�o boliviana resultaram em degola. O presidente Gonzalo Sanches de Lozada, deixou a presid�ncia em 2003. Carlos Mesa assumiu o posto e ap�s intensos protestos em mar�o deste ano, tamb�m entregou uma carta de ren�ncia ao Congresso, que inicialmente rejeitou o pedido, mas cedeu � press�o popular e concordou com o fim do governo de Mesa. Eduardo Rodriguez, ent�o l�der da Suprema Corte da Justi�a, assumiu o cargo em 09 de junho, mas a paz, que inicialmente parecia reestabelecida, n�o durou muito tempo. Cinco dias ap�s a posse, os manifestantes voltaram a promover greves e fechar estradas, voltaram �s ruas para protestar contra a corrup��o no Congresso, e lutar para que o controle sobre o petr�leo e o g�s volte para as empresas nacionais. Tais confrontos fizeram com que o governo brasileiro temesse por problemas para aquisi��o de g�s e anunciasse um programa de racionamento, com o objetivo de evitar a indisponibilidade do produto no Mercado nacional. Isto n�o atingiria o consumo residencial, mas afetaria o fornecimento do g�s natural veicular (GNV). O impacto econ�mico de talm medida seria grande, j� que muitas montadoras investem neste tipo de combust�vel, que possui menor capacidade poluente e custo reduzido, se comparado � gasolina. A convers�o de motores para GNV, segmento que cresce muito no pa�s, tamb�m seria afetado. Ao contr�rio do setor petrol�fero, onde o Brasil produz 90% do que consome e prev� auto-sufici�ncia em 2006, o g�s ainda n�o conta com estrutura industrial suficiente e faz com que o pa�s dependa dos cerca de 25 milh�es de metros c�bicos que traz da Bol�via, enquanto a produ��o nacional responde por 15 milh�es de metros c�bicos. Em rela��o as alternativas j� apresentadas, em 1975, o governo brasileiro criou o Programa Nacional do �lcool (Proo�lcool), diante da crise do petr�leo, gra�as �s guerras no Oriente M�dio e consequente eleva��o do pre�o do barril. O objetivo do programa era produzir �lcool para adicionar � gasolina e diminuir o custo do combust�vel, mas o plano, que obteve sucesso em um primeiro momento (no final da d�cada de 70, o pa�s exportou tecnologia ao Jap�o e EUA), enfrentou problemas com as estagna��o dos pre�ose a alta da cota��o do a��car, fez os usineiros optarem por este produto. Durante a gest�o de Fernando Henrique Cardoso, houve a t�mida iniciativa de retomar o investimento no Pro�lcool. Todavia, este projeto perdeu espa�o para o investimento no GNV e nas pesquisas para produ��o de formas de energia baseadas em recursos naturais, atrav�s do Programa de Desenvolvimento Energ�tico de Estados e Munic�pios (PRODEEM). Al�m do aquecimento solar, o biodiesel � outro exemplo de energia renov�vel, que poderia ser utilizado em m�quinas agr�colas e diminuiria o custo de um dos principais setores exportadores do pa�s. Apesar de �tima alternativa quanto a polui��o e custo, especialistas apontam que o principal erro estrat�gico brasileiro foi focar a importa��o de g�s em somente um produtor. Portanto, � necess�rio que o Brasil invista em tecnologia para produ��o deste tipo de combust�vel e, a curto prazo, amplie o n�mero de produtores com os quais negocia. _________________________________________________________________________________ Luiz Alberto Carvalho, 25, estudante do 3�.ano de Jornalismo da Universidade Santo Amaro/SP ([email protected]) |
| POL�TICA |
| Quarta, 15 de junho de 2005 |
| Crise pol�tica na Bol�via alterta pa�s para investimento em projetos de combust�veis alternativos Brasil depende da importa��o para abastecer mercado de g�s natural veicular |