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Sou um dos mais velhos da minha classe e em 1989, ano das Diretas J�!, tinha apenas 10 anos. Isto significa que a maioria n�o faz id�ia do que se passou naquela �poca. Quando digo �n�o faz id�ia�, significa que n�o sabem como as pessoas se sentiam diante da situa��o, pois, uma coisa � ler, ver os v�deos, conversar com quem foi �s ruas e outra � vivenciar a situa��o.

Exemplo claro � o impeachment de Fernando Collor de Mello, que provavelmente a hist�ria eternizar� como raro exemplo de for�a democr�tica. Que piada! Os caras-pintadas, em grande maioria, n�o faziam id�ia de qual era o nome do presidente da CPI que investigava o ca�ador de maraj�s. Os meninos e meninas seguiam pela Paulista vestidos de preto e com rostos pintados como quem vai para a Rave, na �poca, pelo que me lembro, uma palavra que ningu�m conhecia ainda.

As pessoas da minha idade podem relatar o que acompanharam, isto �, caso lembrem. A sensa��o que tenho agora, quando citam a possibilidade da degola de Lula � de uma repeti��o dos fatos.

H� o tesoureiro canalha, gente imunda, travestida de ovelha Dolly, que julga os pares emporcalhados e principalmente, h� um governo que se negou a dividir a corrup��o, as falcatruas.

Collor perdeu seu cargo para o egoc�ntrismo. N�o tivesse a gan�ncia tomado conta de suas a��es, poderia at� se reeleger com forte apoio das mulheres que o achavam um gat�o.

A c�pula petista e seus aliados derraparam na burrice, j� que viveram uma situa��o com a qual deveriam ter aprendido. No Brasil, ningu�m rouba sozinho. Poucas coisas s�o t�o organizadas quanto o crime. Ali�s, sou favor�vel a exportar nossa l�gica criminosa para pa�ses do primeiro mundo.

O cagueta em quest�o n�o � o irm�o do presidente, mas sim um l�der de partido aliado. Trocamos Pedro Collor por Roberto Jefferson, ou seja, mudamos os nomes, mas mantivemos o mesmo grau de loucura.

Tamb�m fizemos um belo up-grade na musa, que antes era Z�lia Cardoso e agora � Fernanda Karina Somaggio. Melhorou bastante, convenhamos.

N�s n�o lembraremos de muita gente quando tudo isto terminar e o grande problema da investiga��o deste esc�ndalo � o fato da situa��o ser t�o incompetente para esconder a malandragem, que dificulta a consagra��o da oposi��o, j� que n�o passam de ladr�ezinhos desunidos. Fernando Hernique nos lan�ou � taxas e racionamento de luz, mas at� hoje n�o se fala em investigar onde houve erro administrativo para que o caos chegasse ao ponto de temermos um colapso energ�tico. Enquanto o PT n�o aprender com estes erros n�o vai entender que deve manter gente decente em seus quadros e permanecer� como oposi��o a seu pr�prio governo, como ocorreu com a administra��o de Luiza Erundina na prefeitura de S�o Paulo.
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Luiz Alberto Carvalho, 25, estudante do 3�.ano de Jornalismo da Universidade Santo Amaro/SP
([email protected])
POL�TICA
Ter�a, 17 de julho  de 2005
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Nasci em 1979
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