Perdi a conta de quantas vezes ouvi dizer que S�o Paulo � a capital da culin�ria. Neste m�s, al�m da estr�ia do espet�culo �O Fantasma da �pera�, o grupo ingl�s Placebo excursionar� pelo Brasil como uma das atra��es de um festival promovido por uma empresa de celulares. J� pudemos ver exposi��es, mostras e festivais importantes. Concorremos ao Oscar atrav�s de �Central do Brasil�, e mais importante do que tudo isso, j� indicamos um candidato a papa. N�o ganhamos porque a Igreja optou por um representante do conservadorismo. Ao menos, � isso o que dizem os jornais. Engra�ada esta afirma��o, porque n�o h� nenhum exemplo no catolicismo ou em qualquer outra religi�o que n�o seja conservador, afinal, a exist�ncia de regras para chegar a Deus � algo, por si s� conservador, para citar o m�nimo e exclu�rmos outras quest�es da discuss�o como pol�tica, corrup��o e charlatanismo. Quando existirem religi�es liberais, n�o existir�o mais religi�es. Ali�s, n�o poderia deixar de observar algo intrigante. O papa n�o � pop, conforme afirmou Humberto Gessinger e os Engenheiros do Hawai. O papa disse que n�o gosta do pop, tampouco do rock.

Por�m, quero tratar da impon�ncia desta rep�blica na qual vivemos. O par�grafo anterior comprova que somos parte da globaliza��o, que n�o somos apenas um lugar em forma de cavalo, no mapa. Estamos conectados ao mundo e n�o somente atrav�s da gastronomia, da cultura e do esporte, mas tamb�m atrav�s da pol�tica. Tudo come�ou com Fernando Collor, que abriu o mercado automobil�stico para empresas de outros pa�ses. Na verdade, para ser justo, preciso enaltecer o pontap� inicial que o chamado �Milagre Brasileiro� promoveu durante o governo militar de M�dici (1979 �1974), algo que tornou o pa�s conhecido gra�as aos empr�stimos adquiridos, respons�veis pelo in�cio da d�vida externa brasileira. Quem prossegiu com o processo de integra��o global foi outro Fernando, agora o Henrique Cardoso, que durante seu governo privatizou os setores de energia el�trica e telefonia e possibilitou aos brasileiros desfrutar de excelentes servi�os como aqueles prestados pela Telefonica e mais, nos tornou um povo rom�ntico, afinal, durante o apag�o jant�vamos sob a luz das velas.

Mas, nada disso � capaz de superar os exemplos que observamos atualmente e comprovam nossa efic�cia como pa�s do futuro.
O mundo � dividido em tr�s partes: EUA, Europa e Brasil. Enquanto os dois primeiros brigam, o �ltimo, mais esperto, agrada a ambos de forma pr�tica e inteligente. A elei��o de Severino Cavalcanti para a presid�ncia da C�mara mostra qu�o estreita � nossa rela��o com os Estados Unidos. Arrogante e centralizador, Cavalcanti n�o � adepto de bom-senso, n�o se preocupa com a forma como o v�em. O nepotismo e a proposta de aumento de sal�rios para os deputados est� para a C�mara, como a recusa de Bush em assinar o Tratado de Kyoto, cuja proposta � a redu��o da emiss�o de g�s carb�nico, est� para o mundo.

Os pa�ses europeus contr�rios a medidas como esta encontram um aliado no presidente Lula, um homem voltado � paz e ao amor. Seu discursso eloquente que trata do combate � mis�ria encanta os l�deres das principais na��es do planeta, especialmente porque n�o h� nada de pr�tico nele. O sucesso se comprova em visitas � �frica, � Espanha, e � Fran�a, que estabeleceu  2005 como o �Ano Brasil�. Enviamos soldados ao Haiti, vimos o enterro do papa e estreitamos rela��es com a China.

Este � o meu pa�s. Por favor, DJ, toque brasileirinho e me fa�a feliz.
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Luiz Alberto Carvalho, 25, estudante do 3.� ano de Jornalismo da Universidade de Santo Amaro/SP
([email protected])
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Ter�a, 26 de abril de 2005
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