As primeiras propagandas a respeito da venda de armas e muni��o no pa�s pipocaram no in�cio deste m�s. Isto significa que al�m da publicidade oficial nas emissoras de r�dio e TV, quem possui e-mail deve se preparar para uma enxurrada de mensagens indesejadas sobre o com�rico de tr�soit�o. Fora as mensagens que os amigos (?) n�o tem paci�ncia para ler e repassam para a lista de contatos.

Sinto que terei saudades da �poca em que recebia fadinhas e mensagens de auto-ajuda.

Come�arei do come�o. O referendo que define o com�rcio de armas ocorrer� em 23 de outubro e o voto ser� obrigat�rio para pessoas entre 18 e 70 anos, desde que possuam situa��o regular junto a justi�a eleitoral.

Para situar a coisa, de um lado est� a frente Brasil Sem Armas, sob lideran�a do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), e do deputado Raul Jungmann (PPS). Ao seu lado est�o as ONGs Sou das Paz e Viva Rio.

Do outro lado est� Alberto Fraga (PFL), l�der da frente Pelo Direito � Leg�tima Defesa. Como seu grupo � politicamente incorreto e impopular o apoio ocorre muito mais de forma camuflada, cuja base de sustenta��o � a ind�stria de armas. Visto que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) n�o fiscalizar� as doa��es para as campanhas, a ind�stria b�lica poder� apoiar incisivamente o grupo que defende o voto pela libera��o da compra de armamento, j� que as campanhas gratuitas no r�dio e TV oferecer�o tempo igual para ambas as frentes, mas a propaganda paga � livre.

Sou a favor da proibi��o da venda de armas de fogo e muni��o, mas sei que isto afeta apenas quem as utilizam como meio de prote��o e sem preparo podem fazer alguma merda durante uma briga num boteco.

Aos sequestradores  e estrupadores n�o faz diferen�a se a arma � legal. J� a esc�ria da sociedade n�o se importa com este assunto, pois, n�o utiliza pistolas ou metralhadoras, mas sim canetas, gravatas e ret�rica.

O que realmente chama a aten��o e incomoda nesta campanha � o fato de que somente frentes partid�rias poder�o participar das propagandas gratuitas. Tal posi��o soa ir�nica, afinal, se a id�ia � fazer com que a decis�o seja democr�tica, as organiza��es n�o governamentais, que representam uma proximidade muito maior com a popula��o deveriam ter tanto espa�o quanto as frentes parlamentares.
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Luiz Alberto Carvalho, 25, estudante do 3.� ano de Jornalismo da Universidade de Santo Amaro/SP
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Campanha do pipoco
PENSANDO BEM...
Ter�a, 16 de agosto de 2005
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