O que � jornalismo? A pergunta ampla j� rendeu grana a diversos autores, que  abordaram a quest�o sob diversos aspectos. Da integridade � isen��o, al�m de subdivis�es como jornalismo cultural, jornalismo econ�mico, jornalismo pol�tico e por a� vai.

Antes da institui��o do jornalismo como profiss�o, era necess�rio apenas o talento, mas as universidades, sempre de olho no mercado bolaram cursos que duram em m�dia quatro anos e oferecem um diploma (n�o necessariamente conhecimento) ao estudante.

Eis a� um tema de in�meros debates, dentro ou fora do meio. O jornalista precisa de diploma para exercer a fun��o? Algumas entidades (e claro, institui��es com fins lucrativos) afirmam que sim. Defendem algo razo�vel, afinal, m�dicos e engenheiros precisam de algo capaz de comprovar os anos de prepara��o, pois, escolheram caminhos que exigem perfei��o. Erros podem causar estragos fatais, assim como mat�rias pobres ou mal intencionadas podem destruir um nome. Por outro lado, existem profissionais talentos�ssimos que n�o disp�em de tempo e paci�ncia para absorver a teoria que se transmite nos bancos das faculdades, mas possuem um faro �mpar para apura��o e investiga��o.

Por�m, voltemos ao in�cio, � pergunta que determina o princ�pio b�sico da profiss�o. Basicamente, tudo que se refere a esta quest�o faz conex�o direta com a verdade. Desta forma, ser jornalista seria transmitir a verdade ao p�blico. Caberia aqui uma outra discuss�o sobre o que � verdade, j� que cada um possui uma vis�o sobre os fatos, mas avan�aremos para outro ponto, onde est�o os programas de jornalismo verdade.

Com doses cavalares de bom humor, o site Positivo e Operante (
www.positivoeoperante.blogger.com.br) produz not�cias baseadas em boletins de ocorr�ncia registrados em Cuiab�, Mato Grosso. Com um texto �gil, Marcy Monteiro Neto, jornalista de 27 anos trabalha informa��es sui generis e acerta ao n�o atribuir conceito de valor aos fatos, que j� s�o por si s� inacredit�veis.

No dia 19 de maio, por exemplo, uma mulher que carregava farofa foi autuada na BR-163 (rodovia que liga o Mato Grosso ao Par�) por suspeita de tr�fico de coca�na. Os policiais, inicialmente n�o conseguiram identificar exatamente qual era o tipo de farinha que a senhora carregava e resolveram prende-la para averigua��o.

No dia 26 de abril, o site pubicou uma not�cia que apresentava um assalto diferenciado. Ladr�es furtaram tocadores de CD de dois ve�culos, mas esqueceram a moto que utilizavam, no local.

E para quem gosta de falar mal da m�dia (como � o caso da nossa coluna Auto-Cr�tica), vale a pena visitar Que Jornalismo � Esse? (
www.quejornalismoeesse.blogger.com.br). Algumas p�rolas que o site descobriu s�o incr�veis, como a errata que a Folha publicou em dezembro de 1994, onde afirmava que Jesus foi crucificado e n�o enforcado, conforme texto do dia anterior, originalmente dispon�vel no caderno Ilustrada.

Na mesma linha, o Xingat�rio da Imprensa (
xingatorio.blogspot.com) � t�o importante quanto o Observat�rio ao fiscalizar a gram�tica e o conte�do dos textos jornal�sticos e ainda serve para manter viva a esperan�a dos colaboradores do Matuto um dia serem reconhecidos por sua genialidade.

Mais verdade do que isso, s� se o jornalismo tiver cheiro e sabor.
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Luiz Alberto Carvalho, 25, estudante do 3.� ano de Jornalismo da Universidade de Santo Amaro/SP
([email protected])
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A face factual da coisa
PENSANDO BEM...
Quinta, 29 de junho  de 2005
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