| As misturas de estilo, ultimamente t�m entrado no hall da modernidade musical como pilar para novas e outrora curiosas descobertas que, no final, d�o certo. Rappin� Hood, vocalista do grupo de Rap paulista "Possemente Zullu", lan�ou no in�cio de maio seu segundo �lbum solo, "Sujeito Homem 2", pela Trama. O disco v�m acompanhado de participa��es que d�o brilho ao novo trabalho de �Hood�. Entre os convidados est�o: Jair Rodrigues, Caetano Veloso, Fundo de Quintal e Gilberto Gil. As faixas entrela�am o rap e o samba, deixando, em torno do disco um ar ecl�tico, onde todos os ritmos criam, por si, a ess�ncia que o cantor queria ao lan�ar o cd, pois, al�m de ser o rapper de hoje, ele cresceu ouvindo samba de raiz como Almir Guineto e Bezerra da Silva, estudou m�sica e tem carteira de trombonista, pela OMB (Ordem dos M�sicos do Brasil). Seu primeiro disco solo, Sujeito Homem, nasceu entre cr�ticas e mart�rios por parte das pessoas que o rodeavam. "Eles diziam: �Que nada, samba � samba e rap � rap�. Mas a partir do momento que eu fiz, percebi que muita gente viu nascer uma coisa nova ali e passaram a me entender e a querer fazer aquilo tamb�m", explica Rappin� Hood em entrevista ao site aol.com. A revolu��o musical de Hood com Sujeito Homem, em 2001, despertou v�rios artistas do isolamento para a mistura de ritmos altamente distintos, jamais opostos. Rappin� Hood foi talvez um dos pioneiros do estilo que hoje marca com artistas como Marcelo D2, que tamb�m faz a fus�o rap/samba; Linkin Park, que mistura o peso do metal ao rap e Charlie Brown Jr., que al�m de rap e rock, tamb�m mostra em suas m�sicas o reggae e o ska. Ele diz que o disco faz parte da trilogia "Sujeito Homem". O complemento �s duas primeiras produ��es ser� um cd ou um dvd ao vivo, cujo lan�amento ainda n�o foi definido pela gravadora. O disco apresenta 17 faixas, dentre as quais se destacam: "Quantos Morros", com participa��o do grupo Fundo de Quintal, "Ax�", em parceria com Gilberto Gil e "Z� brasileiro", junto com Z�lia Duncan. O cd foi produzido com o aux�lio de tr�s DJs (Marcelinho, Prateado e Luciano), al�m de Rappin� Hood e Parteum (rapper e irm�o do artista). O rap brasileiro atravessa uma fase onde os artistas ainda n�o conseguem o prest�gio nacional como acontece nos EUA com Nelly, Jay-Z e Ja Rule, mas todos j� o reconhecem como cr�tica social. "Hood" diz que n�o compromete sua m�sica e sempre faz o que bem entende quando entra em est�dio para gravar. Para ele, o que acontece nos EUA � o que j� aconteceu com o samba no Brasil. S�o poucos os que se destacam com can��es geralmente mais comerciais e rom�nticas. Ainda em entrevista pelo site aol.com, ele conclui: "Deixa os moleques venderem cd a�. Eu � que n�o vou mudar o meu som". Gravadora - Trama / Pre�o - R$ 16,90 ___________________________________________________________________________ R�bson Assis, 22, estudante do 3� ano de Jornalismo da Universidade Santo Amaro/ SP ([email protected]) |
| M�SICA Resenha |
| Ter�a, 10 de maio de 2005 |
| Rappin� Hood � "Sujeito Homem 2" |