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Engra�ado que existam cr�ticos de arte, afinal, a arte � subjetiva. Para alguns, Picasso � um g�nio. Para outros � um babaca incompreens�vel. Os dois est�o certos, porque arte depende �nica e exclusivamente da vis�o de quem tem contato com uma obra.

Assim, o amor � inexplic�vel em diversos �mbitos, inclusive no campo da m�sica. De repente, uma m�sica toca no r�dio e causa uma paix�o instant�nea. Durante um per�odo roda no aparelho de som constantemente, at� ser esquecida ou trocada por uma nova can��o. Outras vezes permanece cravada nos ouvidos, na mem�ria durante anos e nunca mais se despreende do cora��o.

N�o sei porque, mas eu adoro um grupo norte-americano chamado Social Distortion, a �nica banda da qual eu tenho todos os CDs, sob muitos dias de trabalho, j� que apenas um �lbum da banda foi lan�ado no Brasil. Portanto, todos os outros foram adquiridos via importadoras.

Este grupo que nasceu em Los Angeles, Calif�rnia, e lan�ou o primeiro �lbum em 1983 (�Mommy�s Little Monster�), tem sete discos na bagagem. O �ltimo, �Sex, Love And Rock Roll� tenho apenas em vers�o Soulseek, hehehe, mas j� o reservo com meu presente de 13.� sal�rio. Mais uma vez o IPVA, as multas, o p�ra-choque ficar� para o ano que vem.

Este grupo com influ�ncias de rockabilly, bluegrass e blues chegou aos meus ouvidos atrav�s do CD �White Light, White Heat, White Trash�, de 1996, �poca em que se cogitou uma turn� da banda no Brasil. Mas, ficou apenas na promessa e Mike Ness, vocalista, guitarrista, letrista e �nico remanescente da forma��o original, permaneceu na estrada, sem jamais pisar em solo brasileiro, inclusive com a banda que o acompanha em apresenta��es solo. Ness gravou dois discos fora do Social D, �Under The Influences�, com vers�es para expoentes do country,  como Hank Willians, e �Cheating At The Solitarie�, com m�sicas in�ditas e grandes parceiras. Divide os vocais e guitarras com Bruce Springsteen na maravilhosa �Misery Loves Company�, e abre espa�o para a guitarra de Brian Setzer, do grupo Stray Cats, que toca em �Crime Don�t Pay�. Minha paix�o pela banda � tamanha que tatuei na parte interna do antebra�o o logo da banda, uma caveira segurando um martini e fumando.

O Social Distortion � o pai do emocore, um dos expoentes do punk rock mel�dico, mas eu n�o gosto da banda por qualquer import�ncia hist�ria, mas sim porque preenche a alma, me faz sentir vontade de dan�ar, de cantar, consigo pensar e dormir ao som das m�sicas que os caras compuseram.

Acredito que o �ltimo resqu�cio de amor puro fique reservado � m�sica e aos animais, porque a rela��o do homem com eles � pura, depende de abrir ou n�o o cora��o, gostar ou n�o. Simples, como a vida deveria ser. Putz, malditar propagandas que impregnam no meu c�rebro!
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Luiz Alberto Carvalho, 25, estudante do 3�.ano de Jornalismo da Universidade Santo Amaro/SP
([email protected])
M�SICA
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Ter�a, 10 de  agosto de 2005
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