Com a hist�ria da m�sica mundial podemos ver que � quase imposs�vel a vers�o de algum hit n�o fazer sucesso como a m�sica original. O Nenhum de N�s, com uma das piores adapta��es de todos os tempos (quem n�o se lembra daquele �lindo� refr�o: Sempre estar l� e ver ele voltar) chegou ao 1� lugar nas paradas nacionais e foi o grande vencedor do VMB de 1992, chegando a representar o Brasil no Video Music Awards nos EUA.

Quando se faz essas adapta��es � com a inten��o de �traduzir� a m�sica original para outra l�ngua ou para aproveitar o ritmo e refr�o contagiante, o que torna garantia de sucesso. Na Jovem Guarda esse era o principal recurso dos compositores. Pegavam uma m�sica j� existente e escreviam em portugu�s por cima.

Existe tamb�m as vers�es de ritmo, nesse caso aproveita-se as letras, as vezes as melodias e toca a m�sica de forma diferente. Isso logo me lembra Eric Clapton tocando Bob Marley, onde o jamaicano, rei do Reggae, ficou furioso ao ver sua arte em outros palcos.

As gravadoras, artistas, compositores� adoram esse fil�o. � retorno financeiro e popular garantido. Precisa de dinheiro? Fa�a uma vers�o. Precisa de fama? Fa�a uma vers�o. N�o tem o que dar errado.

At� os Beatles fizeram vers�es. Ali�s a pouco tempo atr�s George Harrison gravou a famosa Anna J�lia do Los hemanos numa vers�o em ingl�s. O que ele queria com isso eu n�o sei, ele j� tinha de tudo� fama, dinheiro, respeito, etc. Mas com certeza essa foi uma das poucas vezes que o compositor original delirou ao ver uma vers�o de sua m�sica.
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Fagner Branco, 22, estudante do 4� ano de Jornalismo da Universidade Santo Amaro/SP
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M�SICA
Radiof�nicos
Ter�a, 07 de junho de 2005
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As vers�es e o mainstream
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