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O escambo foi a primeira forma de economia do ser humano primitivo. Mas, apesar de ter resolvido in�meros problemas sociais, trouxe preocupa��es mais avan�adas sobre a mensura��o dos bens.

- Bom dia, crian�as!

- Bom dia, professora!

- Bom, hoje...

- P�sora, hoje voc� vai terminar a hist�ria da escama?

Risos.

- Sil�ncio, todos! N�o � escama, � ES-CAM-BO! Vamos, repitam: es...

  ES!
  ... cam...
  CAM!
  ...bo!
  BO!

- Escambo!

- ESCAMBO!

- Isso! E quem lembra o que era escambo?

- Eu, eu, �fessora! Era quando trocava arroz com galinha...

Risos.

- Sil�ncio! Eu n�o sei do que voc�s est�o rindo, porque � isso mesmo! N�o s� arroz com galinha, mas qualquer coisa, por exemplo, laranja, alface, porcos, bois, beterraba, mandioca...
  ... batata frita...
Gargalhadas.

- SIL�NCIO! Se eu tiver que pedir sil�ncio de novo, vai todo mundo voltar para casa com li��o de casa extra!
Sil�ncio sepulcral. Todas as cabe�as baixas.

- Estamos entendidos? Ent�o, sem gracinhas a partir de agora! Que coisa, viu!? Eu nem devia continuar a hist�ria! Mas, v� l�! Aten��o, todo mundo:

�O escambo resolveu in�meros problemas do ser humano. Agora, era poss�vel ter todos os recursos necess�rios � sobreviv�ncia, sem ele ter que produzi-los todos. Tanto hoje como na pr�-hist�ria, � imposs�vel saber tudo. As trocas resolveram estes problemas: o que eu n�o tinha ou n�o sabia fazer, eu conseguia com outra pessoa.

No entanto, apesar de ter ajudado, o escambo trouxe outros problemas. Imagine voc� andar quil�metros carregando duas sacas de cebolas at� uma tribo, afim de troc�-las por coelhos, e quando chega l� a tal tribo n�o tem um s� coelho? Pior, imaginem que a tribo tenha um s� coelho, mas ela n�o queira se desfazer dele!

Ou s� topam troc�-lo por ma��s. Ou por cebolas mesmo, s� que por tr�s sacas, e n�o duas. Ou ent�o, voc� precisa de mais de um coelho, um s� � insuficiente!

Tinha-se, portanto, quatro grandes dificuldades em realizar o escambo: vencer a dist�ncia para encontrar um negociante; que o negociante tenha o que voc� quer; que voc� tenha o que o negociante quer; e, por �ltimo, a mensura��o dos valores.

O primeiro problema foi resolvido com alguma facilidade. Foram criados centros comerciais, um local de encontro entre todos os negociantes. Normalmente, era um local de f�cil acesso para todo mundo, de boas refer�ncias.

Os outros tr�s, em especial o �ltimo, demoraram um pouco mais para encontrar sua solu��o. Quantos tomates vale uma batata? Quantas pe�as de roupa me compra uma galinha? De quantos cavalos eu preciso para adquirir um boi? N�o havia um par�metro.

Mas o advento que se seguiu resolveu, de uma s� tacada, todos esses problemas. Foi institu�do que um dos produtos de escambo seria eleito para mensurar todos os outros. Este produto, assim, passaria a se denominar MERCADORIA MOEDA.

Assim, facilitou a medida do restante. Se a mercadoria moeda fosse a cenoura, por exemplo, ent�o meia saca compra um gato, um saco leva uma galinha, um c�o ou tr�s cabe�as de repolho, cinco levam uma vaca, e assim vai.

S� que a mercadoria moeda n�o poderia ser qualquer coisa. Tinha que ser algo raro, que poucos tivessem; tinha que ser algo dif�cil de gerar ou cultivar, que poucos conseguissem; tinha que ser algo sem muita variabilidade, para n�o cair no erro da mensura��o, no escambo livre. Ou seja, tinha de ser algo muito valioso.

A mercadoria moeda eleita que foi a mais comum de todas...�

  ... eu s� vou contar na aula que vem. Por hoje � s�...

�Ahh!� coletivo.

Que bom que voc�s gostaram! Mas a aula de hoje acabou. At� amanh�, crian�as!
Bagun�a de sons.
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F�bio Vergara, 26, jornalista, estudante do 4�.ano de Administra��o da Funda��o Santo Andr�//SP
([email protected])

ECONOMIA F�CIL
Ter�a, 14 de junho de 2005
Dinheiro: aula de hist�ria � parte 1
O escambo foi a primeira forma de economia do ser humano primitivo. Mas, apesar de ter resolvido in�meros
problemas sociais, trouxe preocupa��es mais avan�adas sobre a mensura��o dos bens.
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