| � Bom dia, professora! Bom dia, classe! Hoje, vou dar a voc�s uma aula de Hist�ria do Mundo. Algu�m sabe quando come�a a hist�ria do mundo? M�rmuros. Quem acertar, ganha uma estrelinha! M�rmuros. �Fessora, eu sei! Foi quando inventaram o livro de hist�ria! Risos. - Engra�adinho! Sil�ncio, todos! N�o foi com a inven��o do livro de hist�ria. Mas n�o est� muito longe. Mais algu�m quer tentar? ... Ent�o... foi com a inven��o da escola!? Gargalhadas. - Sil�ncio! SIL�NCIO! Hoje voc�s est�o, heim?! N�o, turminha, n�o foi com a inven��o da escola, apesar de tamb�m n�o estar longe. Bom, j� que ningu�m adivinhou, eu vou falar. A hist�ria do mundo come�a com a INVEN��O DA ESCRITA!!! Isso mesmo, porque antes, os humanos n�o podiam escrever todas as coisas que aconteciam. Quando o ser humano aprendeu a escrever, passou a fazer di�rios, anota��es... Enfim, tudo o que acontecia era escrito! Mas, �fessora, como � que as pessoas faziam antes disso? Muito boa a sua pergunta. Era isso mesmo o que eu ia falar agora. Classe, preste muita aten��o! Tudo o que aconteceu depois da inven��o da escrita vai ser a hist�ria, certo? Portanto, o que aconteceu antes disso vai ser chamado de PR�-HIST�RIA! Mas, n�o � nessa �poca que as pessoas comiam dinossauros? Risos. Psiu! N�o, ningu�m nunca comeu dinossauro. Ali�s, ningu�m nunca nem viu um dinossauro, de verdade. Mas isso n�o vem ao caso. A d�vida anterior era como as pessoas faziam as coisas na pr�-hist�ria. Agora, sil�ncio todo mundo, que eu vou explicar: �O ser humano quase entrou em extin��o. Ele morria, aos poucos, por inani��o ou por ataque de predadores. A expectativa de vida era baixa. Um homem de 25 anos era considerado o anci�o do bando. O desaparecimento da esp�cie seria iminente, se n�o fossem por tr�s fatores, que determinaram n�o s� a sua sobreviv�ncia, mas tamb�m sua evolu��o: sua fisiologia diferenciada, a inven��o das ferramentas de trabalho e a inter-rela��o com as outras pessoas. O corpo do ser humano, em primeiro plano, parecia fr�gil. Privado de boas garras ou presas, n�o era um bom ca�ador; at� mesmo por isso sua alimenta��o era t�o escassa. Todavia, seu c�rebro era avantajado, o que lhe permitia guardar um n�mero de informa��es muito superior aos demais animais. Al�m disso, o fato de poder andar sob os p�s, e n�o nos quatro membros, o ajudou: ganhou dois membros livres. Somado a este fator, havia o ded�o deslocado dos demais dedos, o que lhe permitia realizar o �efeito pin�a�, muito �til no manuseio dos materiais. Esta �ltima caracter�stica lhe permitiu avan�ar em outra �rea: inven��o de ferramentas. O ser humano percebeu que podia usar recursos naturais a seu favor. Assim, ossos ampliavam a dist�ncia e o poder de seus golpes, pedras podiam cortar carne, galhos secos alcan�avam alturas antes impens�veis, e assim por diante. Mas mesmo assim, o ser humano era limitado: n�o podia cultivar tudo. Nem sempre seus dom�nios lhe oferecia tudo o que precisava, como animais para corte ou plantas produtoras de frutos. No entanto, muitas vezes acontecia deste recurso existir em abund�ncia em dom�nios de outros grupos. Foi ent�o que os diversos bandos come�aram a se inter-relacionar. Assim, por exemplo, uma pessoa que cultivasse arroz e que demandasse carne poderia levar uma ou mais sacas com a inten��o de troc�-las por porcos ou galinhas. Esse procedimento de troca de produtos � denominada ESCAMBO. O escambo, em especial, n�o foi t�o determinante � sobreviv�ncia do ser humano. Todavia, foi fundamental para sua evolu��o. Se hoje temos tecnologia, governos, institui��es, com�rcio, ind�stria, entretenimento, tudo isto foi devido � esta pr�tica, e �s diversas rela��es interpessoais que se desenvolveram a partir dela. Esta aula ter� como enfoque estas rela��es, e a forma como elas nos levou a sermos o que somos nos dias de hoje�. - Bom, crian�as, por hoje � s�... �Ahh!� geral. - Mas p�sora, agora que eu �tava entendendo...! - Eu sei, eu sei. Mas agora j� deu a hora. Amanh�, continuaremos de onde paramos, entendido? Ent�o, at� amanh�! - Tchau, p�sora! Algazarra e sons de materiais escolares sendo guardados. ______________________________________________________________________________________ F�bio Vergara, 26, jornalista, estudante do 4�.ano de Administra��o da Funda��o Santo Andr�//SP ([email protected]) |
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| Ter�a, 07 de junho de 2005 |
| Dinheiro: aula de hist�ria � parte 1 Realizamos transa��es comerciais todo dia: na feira, no �nibus, na cantina, em dinheiro, no cart�o, com cheque. Mas como chegamos a isto? Esta s�rie tenciona mostrar como se deu essa evolu��o |