| Ol�, leitores! S� pra recapitular, fal�vamos de um garoto com duas propostas de emprego, sendo uma com maior sal�rio por�m com maiores custos, e a outra com sal�rio muito menor, s� que com gastos igualmente baixos. Fizemos tamb�m um paralelo entre esta alegoria e o mercado real de investimentos internacionais. Para trabalhar empresa de maior sal�rio (que no exemplo era o Brasil), o menino pode usar alguns artif�cios para aumentar sua renda. Ele pode levar marmita, e n�o gastar os R$120,00 mensais. Se ele for simp�tico, pode conseguir carona para 2 das 6 condu��es, e economizar mais R$96,00. ou seja, dos R$700,00 ele ficaria com R$508,00 (R$700,00 menos R$192,00 de condu��o). Mas, como nem tudo s�o rosas, marmitas azedam, e nem sempre os colegas estar�o generosos. Ou seja, seu sal�rio, nesta empresa, poder� variar de R$292,00 (contando todos os gastos poss�veis) e R$508,00. E na outra ele garante, limpinhos, sempre os R$320,00. � assim que funciona a cabe�a do investidor. Se no Brasil h� o risco de rendimentos muito baixos, nos EUA dificilmente isso ocorre. Qual a conseq��ncia disto? A tend�ncia � procurar economias mais est�veis, com retornos garantidos. Riscos, s� se a estrat�gia for muito boa. Assim, o garoto investidor pode resolver seu problema facilmente. Por�m, a empresa Brasil ainda precisa de um caixa. Como solucionar isto, j� que n�o d� para competir com a vantagem da estabilidade estadunidense? (n�o insistam!!! Americano sou eu!!!) Se voc� pensou em oferecer sal�rio maior, acertou, parab�ns! Esta seria a melhor decis�o, caso seja vi�vel. Vou repetir, em negrito, sublinhado e mai�scula: CASO SEJA VI�VEL! Falemos disso depois. Se as taxas de juros brasileiras forem maiores, os investidores financeiros preferir�o o Brasil. E � claro que isso vai acontecer, pense no caso do garoto: se ao inv�s de R$700,00, tivessem oferecido R$1.000,00? � s� calcular, mesmo com os gastos, ele ganharia mais no Brasil do que nos EUA. Com ganhos astron�micos, quem liga em perder dinheiro de vez em quando? Por�m, um aumento na taxa de juros � impactante no mercado interno. Pense nesta empresa: ela tem dinheiro para pagar este sal�rio? Outra, R$1.000,00 s� para contar pre�os e trocar notas? E mais, sal�rios maiores significam maiores impostos a recolher, como o FGTS. Fora que os outros caixas v�o fazer greve, porque tamb�m v�o querer receber o mesmo sal�rio, �bvio! Bem que eu avisei! Subir taxa de juros � uma boa para o mercado financeiro, mas � a morte para a produ��o! Os financiamentos ficam mais caros, o cr�dito � dif�cil, isso faz com que o custo de produ��o aumente. Este custo � repassado ao produto, ou seja, ele fica mais caro (algu�m a� falou �infla��o�?). Assim, as pessoas passam a comprar menos. E como compram menos, as empresas faturam menos. Com menos dinheiro, elas t�m que diminuir custos. E adivinha qual custo ela vai pensar em cortar primeiro? Quem pensou em M�O DE OBRA, ganhou um doce! Como as empresas precisam demitir, vai ter menos gente trabalhando e com renda. Menos gente com renda significa menos gente comprando. E menos gente comprando � menor faturamento para as empresas. Menor faturamento, mais corte de custos. Mais corte de custos... Enfim, � um ciclo vicioso! Portanto, s� a manuten��o da taxa de juros n�o resolve os problemas econ�micos. Precisamos pensar numa alternativa... mas, qual? N�o percam o pr�ximo e �ltimo capitulo desta saga, neste mesmo bat-hor�rio, no mesmo bat-canal! Vamos falar da pol�tica subsidi�ria, e usaremos como gancho os acontecimentos da semana passada na OMC: o julgamento do caso do a��car, em que o Brasil enfrentou e venceu a U.E.! __________________________________________________________________________________ F�bio Vergara, 26, jornalista, estudante do 4�.ano de Administra��o da Funda��o Santo Andr�//SP ([email protected]) |
| ECONOMIA F�CIL |
| Ter�a, 03 de maiol de 2005 |
Juros, infla��o, c�mbio e outros rolos - Parte 2 As economias de risco, apesar de em primeira an�lise n�o serem seguras, proporcionam diferentes oportunidades aos investidores. Mas sempre trazem conseq��ncias, nem sempre boas |