| Semana da diversidade lota avenida Paulista De fi�is a gays e l�sbicas, a semana que passou retrata a busca de espa�o dos grupos sociais por causas diferentes, mas justas |
| CIDADE |
| Ter�a, 31 de maio de 2005 |
| A semana passada, reuniu em locais distintos de S�o Paulo, aproximadamente 12 milh�es de pessoas, que lutavam por seus direitos enquanto cidad�os ou apenas professavam sua f�. Na quinta feira, a Marcha para Jesus, evento liderado pela Igreja Renascer em Cristo, levou 2 milh�es de fi�is �s ruas no feriado de Corpus Christi. No s�bado e no domingo, outras tr�s passeatas fecharam a semana marcada pelo fundamentalismo e pela luta das massas por espa�o p�blico: A 3�. Caminhada de L�sbicas/Simpatizantes, o Gay Day no Playcenter e a 9� Parada do Orgulho GLBT (Gays, L�sbicas, Bissexuais e Transg�neros), que somaram, s� no fim de semana, quase 10 mil pessoas na chamada semana da diversidade. A Marcha para Jesus teve 29 atra��es com artistas evang�licos de todos os g�neros. As apresenta��es variavam de estilo com o hip-hop do DJ Alpiste, a ironia punk dos Militantes al�m de Mara-Maravilha e a banda de pastores influenciada pela m�sica rock dos anos 80, Resgate. Em um s�bado ensolarado, 4000 pessoas encheram a avenida paulista de bandeiras e atitudes para a 3� Caminhada de L�sbicas e Simpatizantes. Apesar de n�o poder ser comparada � quantidade de pessoas presentes na Parada GLBT, serviu como preparativo para o dia seguinte. Houve ainda a participa��o da cantora Laura Finocchiaro, no v�o livre do MASP. Ainda na v�spera do evento mais esperado da semana, no s�bado o Gay Day reuniu 8500 pessoas no Playcenter, parque que recebeu a festa neste ano. Esta � a nona edi��o do evento e nos �ltimos 5 anos ele vinha acontecendo no Hopi Hari, parque localizado na Rodovia dos Bandeirantes. No ano passado, a Parada do Orgulho GLBT contou com 1,5 milh�o de pessoas, superou a marca do mesmo evento na Calif�rnia e se tornou a maior do mundo. Para este ano, os organizadores disseram ter participado no domingo um p�blico flutuante de 2,5 milh�es de pessoas, mas o c�lculo foge do que informou a Pol�cia Militar: 1,8 milh�o. A Parada Gay deste ano, lutava pelo casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. O que foi lido em todos os jornais e revistas, apontou por diversas vezes o alto consumo de drogas, o sexo em locais p�blicos e a quantidade de pessoas. Pouco se falou sobre a diversidade, em si. N�o houve peri�dico qualquer que citasse a emo��o de pessoas que passavam por ali e viam, na multid�o e nos 25 trios el�tricos presentes, algo para festejar: A diminui��o do preconceito ou a extin��o dos dogmas sociais ultrapassados. O que eles todos queriam? O caderno Ali�s, do jornal o Estado de S�o Paulo, descreveu neste domingo, com mat�ria do fil�sofo e professor titular da USP, Peter P�l Pelbart, as diferen�as entre a massa e a multid�o, exemplificando e tomando como ponto de partida as manifesta��es que tomaram a avenida Paulista na semana. Em trecho da mat�ria, ele cita: �A multid�o na rua pode ser um sinal de que o contexto contempor�neo j� n�o op�es blocos pol�ticos, mas sobretudo, formas de vida�. As pessoas est�o dando a �cara para bater�, num ritmo mais do que esperado. Fi�is, Gays, povos da sociedade moderna que j� n�o t�m particularidades, t�m vidas simples e querem provar isso ao mundo, a diferen�a de suas experi�ncias pode ser �s vezes dura e complicada, mas pouco diferente dos outros cidad�os. ________________________________________________________________________________________ Robson Assis, 21, estudante do 3� ano de Jornalismo da Universidade Santo Amaro/ SP ([email protected]) |