Catarina a Grande (1729-1796)

Sophie Friederike Auguste, imperatriz da Rússia de 1762 a 1796. Realizou ampla reforma modernizadora da sociedade russa. 

Durante o governo de Catarina a Grande a Rússia conheceu enorme desenvolvimento e a imperatriz, apesar da origem estrangeira, tornou-se tão popular quanto o mítico czar Pedro o Grande.
Catarina II da Rússia -- Iekaterina Alekseievna em russo, nome original Sophie Friederike Auguste, princesa Von Anhalt-Zerbst -- nasceu em Stettin, Prússia, em 2 de maio (21 de abril no calendário juliano) de 1729. Em 1744 partiu para São Petersburgo, acompanhada da mãe, a fim de desposar o herdeiro da coroa russa, o grão-duque Pedro. Depois de ser admitida na Igreja Ortodoxa Russa, casou-se em 1745. O marido subiu ao trono em 1762, mas seu governo não satisfez as classes altas, que o criticaram duramente. A imperatriz, que esperava a reação da nobreza, ganhou adeptos e em 1762 apoiou um golpe que depôs o marido, Pedro III, assassinado pouco depois.
A corte russa viu com bons olhos o audacioso golpe e Catarina II instalou-se no trono. Claro exemplo do despotismo esclarecido do século XVIII, a czarina elevou o prestígio do império russo, reformou a obsoleta administração, estimulou a agricultura e o comércio e reorganizou o exército, tudo com o apoio da nobreza, à qual concedeu muitos privilégios.
Durante seu reinado, Catarina enfrentou várias vezes o poderoso império turco otomano, ao qual derrotou sucessivamente, e manteve a Polônia subjugada. Ordenou a fundação da academia russa em 1783 e promulgou leis para melhorar o ensino. Mas nada fez para solucionar a precária situação dos camponeses, que, massacrados pelos encargos da servidão, protagonizaram várias rebeliões. Catarina a Grande morreu em Tsarkoie Selo, perto de São Petersburgo, em 17 de novembro (6 de novembro) de 1796.

©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.

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