O Importante é Vencer
Para muita gente, nem sempre o importante é competir, como prega o lema olímpico. Atletas de
diferentes países já tentaram – e alguns conseguiram – conquistar a cobiçada medalha de ouro à
custa de variadas formas de trapaça:
Nas Olimpíadas de 1904, em Saint Louis, descobriu-se que o vencedor da maratona, o
norte-americano Fred Lotz, tinha percorrido mais da metade da prova em uma charrete. A sua
medalha de ouro, que lhe havia sido entregue pela filha do presidente Roosevelt, foi cassada.
Nas Olimpíadas de Londres, em 1908, um vexame britânico: para favorecer o compatriota
Wyndham Halswelle, fiscais ingleses invadiram a pista de corrida durante a prova dos 100 m e
derrubaram o atleta John Taylor (EUA), que tinha sido desclassificado injustamente e se negava a
parar. Os fiscais ainda tiveram de desclassificar outro norte-americano, John Carpenter, que havia
chegado na frente de Halswelle, para que o britânico ficasse com a medalha de ouro.
A polonesa Stanislawa Walasiewicz, que recebeu o título de mulher mais rápida do mundo nos
Jogos de Los Angeles, em 1932, ao vencer a corrida dos 100 m, na verdade era homem. A fraude
foi descoberta em 1980 pelos médicos que realizaram a autópsia no corpo da corredora,
assassinada a tiros nos EUA, onde morava.
Todos os jogadores da seleção italiana de futebol, que ganhou a medalha de ouro nas
Olimpíadas de Berlim, em 1936, eram profissionais. Com a aprovação de Benito Mussolini, o
Comitê Olímpico Italiano havia falsificado a documentação enviada ao COI, afirmando que os
jogadores eram estudantes.
lNas Olimpíadas de Seul, em 1988, um dos maiores escândalos foi o doping de Ben Johnson,
atleta canadense que venceu a prova dos 100 m com a marca de 9s79, a melhor alcançada até
hoje. Com a confirmação de doping, a medalha de ouro foi devolvida e passada ao
norte-americano Carl Lewis, segundo colocado, que conquistou assim o bicampeonato olímpico
na prova.