Mark Hamill - Luke Skywalker 
entrevista feita em fevereiro de 1997

   O irmão do meio numa família de 7 filhos, Mark Hamill sempre ganhou roupas e objetos usados. Entretanto, é disso que se lembra o astro de Guerra nas Estrelas quando se trata de quadrinhos.
"Já tive de tudo, de Tio Patinhas e Classic Illustrated aos títulos de terror do meu irmão mais velho", recorda-se Hamill, 45 anos. Ele se tornou um profissional na área dos quadrinhos há pouco tempo, quando a idéia de um super-herói perambulando num mundo real enlouquecido pela mídia encontrou seu lar na Dark Horse sob o título de Black Pearl. A minissérie estreou em setembro de 1996 e apresentou um argumento de Hamill co-escrito por Eric Johnson e com a arte de H.M. Baker. Ela trata de um sujeito chamado Luther, que, após salvar uma mulher raptada, é transformado pela mídia em um herói vigilante. Mas o que eles não sabiam é que, a princípio, Luther estava perseguindo a mulher e agora está preso a um papel no qual não deveria estar.

   "Black Pearl foi escrita originalmente como um roteiro pra filme", conta Hamill. "Quando a transformamos em quadrinhos, pensei que simplesmente usaríamos o mesmo roteiro. Mas terminamos fazendo-o em pedaços e praticamente reescrevendo a história desde o princípio. Deu um trabalhão. Nunca mais olharei pra uma revista em quadrinhos da mesma forma antes."

   Hamill, ao contrário do que dizem por aí, não tem problemas em falar a respeito de Guerra nas Estrelas pela bilionésima vez. Ele descreve o primeiro filme como "um típico conto de fadas" e o segundo como "mais profundo, cerebral e desafiador". O último filme da trilogia Hamill não curte.

   "Fui desenvolvido da maneira errada na terceira parte", diz. "Eu imaginava que Luke estava sendo preparado pra passar pro Lado Negro da Força, o que seria a 'deixa' sedutora pra que ele tentasse matar Han ou a Princesa. Mas quando li o roteiro, tudo parecia previsível demais. Fiqueo desapontado e disse isso ao George Lucas. Ele me respondeu que Guerra nas Estrelas era um conto de fadas e que eles são sempre amarrados de forma simples e limpa."

   Ultimamente, Hamill tem tido a oportunidade de se destacar novamente como ator, graças ao seu trabalho como a voz do Coringa, da série animada do Batman; a do Duende Macabro na série do Homem-Aranha; a do Gárdula na série do Hulk; e fazendo o papel do Trickster na série de TV do Flash.

   "Luke passou por muitas mudanças ao longo dos três filmes. Mas sempre esperei pela chance de transformá-lo em algum tipo de mosntro exótico ou algum tipo de vilão que rouba a cena. Estou vibrando por esta oportunidade agora".

Jogo de perguntas

Primeira revista em quadrinhos que leu...
As primeiras que me causaram impressão foram as coleções encadernadas do Vlad.

Revista favorita de todos os tempos...
Eu adorava as primeiras histórias do Pimentinha. Pra mim, ele era o Bart Simpson da época.

Seu trabalho favorito...
Tenho um carinho especial pela série de TV The Texas Wheelers, e adorei fazer o Trickster em The Flash.

Revistas que lê...
Não leio. A última vez que comprei quadrinhos regularmente foi há dez anos, durante o período Cavaleiro das Trevas / Watchmen.

Personalidade que gostaria de conhecer...
São duas: Stan Laurel e Alfred Hitchcock.

Superpoder que gostaria de ter...
Voar. Peter Pan teve grande impacto sobre mim.

Lanche favorito às duas horas da manhã...
Cheerios congelados.

Brinquedo favorito quando criança e como adulto...
Quando criança, era frisbee. Como adulto, minha antena parabólica.

Pessoa que faria seu papel num filme...
Pauly Shore ou Michael J. Fox.

Desenho animado favorito...
George, o rei da floresta.

Pessoa com quem gostaria de trabalhar...
Ray Harryhausen (um pioneiro em efeitos especiais de animação quadro-a-quadro).

Músicos preferidos...
R.E.M. e Pearl Jam. Cheguei ao ponto de ouvir a música que meus filhos ouvem.

Programa de TV favorito...
Os Simpsons.

Último bom filme que assistiu...
Os Suspeitos.

Último bom livro que leu...
Outrage, de Vincent Bugliosi.

 

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