Sátiros
Criaturas cujo
corpo era parte humana e parte animal aparecem na mitologia de
inúmeras culturas.
Entre elas estão os sátiros e silenos da mitologia
grega, e os faunos, seu correspondente entre os romanos.
Sátiros, na mitologia grega, eram
divindades dos bosques, montanhas e regiões agrestes,
representados como homens-bodes ou homens-cavalos. Tinham uma
longa cauda e o pênis em permanente ereção. Perseguiam as
ninfas e mênades, movidos por desejo sexual insaciável. No
período clássico, estavam intimamente associados ao culto a
Dionísio. Sileno , filho do deus Pã na versão mais freqüente,
além de pai dos sátiros e educador de Dionísio , era
representado como um velho grotesco e sempre bêbado, porém
sábio. Com o tempo, o termo sileno passou a designar os sátiros
velhos. Personificações da vitalidade animal, os sátiros se
distinguiam pela impulsividade, a luxúria e o amor à dança e
ao vinho. Tais características determinaram a denominação
científica de satiríase para a compulsão sexual masculina.
A arte grega imortalizou os
sátiros como participantes dos cortejos de Dionísio, nos quais
dançavam e tocavam flautas ou se entregavam à perseguição de
ninfas. A partir do século IV a.C., o escultor Praxíteles criou
um novo modelo de sátiro, jovem e esbelto, que conservava apenas
vagos traços animais. Nos festivais atenienses dedicados a
Dionísio, três tragédias eram seguidas de uma peça dita
"satírica", em que os integrantes do coro se
disfarçavam de sátiros. Os pintores renascentistas e barrocos
pintaram inúmeros sátiros e faunos.