Deusa da Lua, irmã de Hélios
e Éos, da família dos Titãs. Era uma linda deusa, de braços
brancos, com longas asas, que percorria o céu sobre um carro
para levar aos homens a sua plácida luz. Amou Endimião e foi,
posteriormente, identificada com Ártemis.
Príapo
Deus da fertilidade, protetor
dos jardins e dos rebanhos. Era filho de Afrodite, deusa do amor,
e de Dionísio, deus do vinho, ou, de acordo com algumas lendas,
de Hermes, mensageiro dos deuses. Foi deformado, ao nascer, por
Hera, que tinha ciúmes de sua mãe. Era comumente representado
como um indivíduo grotesco com um falo enorme.
Queres
Deusas da morte violenta,
servas de Hades. No conto de Héracles, Admeto fora sorteado
pelas Queres para descer ao Hades. Diante o sofrimento da
Tessália, as Queres concordaram que ele fosse substituído por
outra pessoa da família real. Mas ninguém se ofereceu para a
troca. Ao ver que o esposo teria mesmo que partir para o Hades, a
rainha Alceste, num gesto de heroísmo, correu para se entregar
como voluntária. Então, Héracles dirigiu-se ao Mausoléu, onde
encontrava-se Alceste, as Queres, e Tânato. Retirou-a, assim das
mãos de Tânato e das Queres.
Ilícia
Deusa dos partos fáceis e
felizes, também chamada de Eileitia ou Ilítia. Filha de Zeus e
Hera, cuja qual, por ciúmes de Leto, fez com que Ilícia se
atrasasse para o parto de Ártemis e Apolo, entretendo-a. Ilícia
só chegou após ao nascimento de Ártemis, que ajudou a mãe, a
deusa da justiça Leto, a parir Apolo, e que pediu a Zeus seu
voto de castidade.
Andrômeda
Filha de Cefeu da Etiópia e de
Cassiopéia; tendo sua mãe afirmado que ela era mais bela do que
as Nereidas, filhas de Posêidon, o deus, irritado, mandou contra
o reino de seu pai um monstro marinho; o oráculo de Amon tendo
declarado que Andrômeda deveria ser sacrificada a essa serpente,
ela foi amarrada a um penedo, de onde, entretanto, salvou-a
Perseu, que a desposou.
Hermafrodito
Filho de Hermes e Afrodite,
cujos nomes compõem o seu; de uma enorme beleza, inspirou forte
paixão à ninfa Salmácis, que pediu aos deuses para nunca mais
os separarem; estes juntaram os dois amantes em um só corpo,
criando um andrógino, isto é, um ser dotado de dois sexos,e,
quem mergulhasse na fonte governada por Salmácis se tornaria um
ser Andrógino como eles.
Midas
Rei da Frígia, famoso por sua
irreflexão; o único a saber que ele tinha orelhas de burro era
seu barbeiro, a quem ele ameaçara de morte se o revelasse a
alguém; não agüentando guardar o segredo, o barbeiro abriu um
buraco no chão e gritou para dentro dele que o rei Midas tinha
orelhas de burro; no lugar cresceram juncos que, agitados pelo
vento, repetiam essa frase, logo ouvida por todos; segundo outra
tradição, Midas pediu a Dionísio que lhe concedesse o dom de
transformar em ouro tudo que tocasse; mas não pôde mais
alimentar-se, pois toda a comida que tocava transformava-se em
ouro; para se purificar, banhou-se nas águas do rio Pactolo,
cujo fundo ficou coberto de pepitas de ouro.
Minos
Filho de Zeus e Europa, e rei
de Creta; por ter-se recusado a fazer um sacrifício a Posêidon,
o deus castigou-o inspirando em sua mulher Pasifaé uma paixão
bestial por um touro; o fruto dessa união foi o Minotauro, que
ele mandou trancar dentro do labirinto, e que mais tarde foi
morto por Teseu; após sua morte, foi escolhido por Hades para
ser um dos juízes do inferno.
Morfeu
Um dos filhos de Hipnos;
percorre o mundo e toca os mortais com uma papoula para
adormecê-los; em seguida, assume formas humanas e aparece para
quem dorme; os sonhos são essas aparições do deus.
Narciso
Filho do rio Cefiso, na
Fócida, e da ninfa Liríope; apaixonado por sua própria beleza,
viu-se refletido numa fonte e desejou possuir aquele jovem tão
belo; diante da impossibilidade disso, transformou-se numa planta
aquática, para poder eternamente contemplar-se na água.
Orfeu
Filho de Eagro, rei
da Trácia, e da musa Calíope; músico e poeta, inventor da lira
de nove cordas, com a qual era capaz de domar as forças
naturais; participou da expedição dos Argonautas e, viajando
pelo Egito, iniciou-se nos mistérios do templo de Ísis; quando
sua mulher, a dríade Eurídice, morreu, recebeu de Zeus a
permissão de ir buscá-la no Hades; domou Cérbero e as Fúrias
com sua lira e conseguiu que sua mulher lhe fosse devolvida, mas
com a condição de não olhar para ela antes de ter chegado ao
mundo dos vivos; mas como Eurídice se lamentasse de que ele não
a amava mais, pois nem mais a olhava, não resistiu à tentação
de contemplá-la e ela tornou a morrer.
Psiquê
Ciumenta da beleza dessa
princesa, Afrodite ordenou a Cupido que lhe inspirasse uma
paixão pelo mais feio e desprezível dos homens; mas o deus,
tomado de amor por ela, levou-a para um palácio suntuoso, onde a
visitava todas as noites, na escuridão; sua única exigência
era a de que ela nunca lhe tentasse ver o rosto; instigada por
suas irmãs, ela quis, uma noite, identificar seu amante
adormecido; ao perceber que era o próprio Amor, sua mão tremeu
de susto, e uma gota de óleo da lâmpada caiu-lhe no ombro,
despertando-o, e ele desapareceu; para obter o perdão de
Afrodite, ela trabalhou como sua escrava, cumprindo diversas
tarefas consideradas impossíveis; finalmente, apaziguada, a
deusa perdoou os amantes e permitiu sua união eterna; Psiquê é
o símbolo da alma humana, purificada pela paixão e pelas
desventuras, que, no amor, encontra a felicidade eterna.
Tânatos
Na mitologia grega,
personificava a morte. filho que Nix engendrou sozinha. O irmão
gêmeo do deus do sono, e era representado como um jovem alado
portando uma tocha apagada. Apesar de ser bastante utilizado na
arte e poesia, ele tinha um papel apenas secundário no
culto oficial, com exceção de Esparta onde era alvo do
culto popular. Existe uma lenda que narra como o jovem
Sísifo (fundador e primeiro rei de Corinto) sobrepujou Tânatos,
impossibilitando as pessoas de morrerem, até que Ares libertou a
Morte.