Cárites ( Graças )
Apesar de pouco
relevantes na mitologia greco-romana, a partir do Renascimento as
Graças se tornaram símbolo da idílica harmonia do mundo
clássico.
Graças, nome latino das Cárites
gregas, eram as deusas da fertilidade, do encantamento, da beleza
e da amizade. Ao que parece seu culto se iniciou na Beócia, onde
eram consideradas deusas da vegetação. O nome de cada uma delas
varia nas diferentes lendas. Na Ilíada de Homero aparece uma só
Cárite, esposa do deus Hefesto, porém o mais freqüente é que
se enumerem três: Aglaia, a claridade; Talia, amiga da vida; e
Eufrosina, o sentido da alegria. Eram filhas de Zeus e Hera,
segundo umas versões, e de Zeus e da deusa Eurínome, segundo
outras.
Por sua condição de deusas da
beleza, eram associadas com Afrodite, deusa do amor. Também se
identificavam com as primitivas musas, em virtude de sua
predileção pelas danças corais e pela música. Nas primeiras
representações plásticas, as Graças apareciam vestidas; mais
tarde, contudo, foram representadas como jovens desnudas, de
mãos dadas; duas das Graças olham numa direção e a terceira,
na direção oposta. Esse modelo, do qual se conserva um grupo
escultórico da época helenística, foi o que se transferiu ao
Renascimento e originou quadros célebres como "A
primavera", de Botticelli, e "As três Graças",
de Rubens.