Ares ( Marte )
Uma das
12 grandes divindades do panteão helênico, Ares, deus da
guerra, não era muito apreciado pelos gregos, que davam
prioridade aos valores do espírito e à sabedoria.
Ares era filho de Zeus, deus
supremo grego, e de Hera. Sua figura representava o espírito
violento e combativo, que só encontra prazer nas batalhas.
Embora dotado de força extraordinária, era continuamente
enganado por outros deuses que, como Atena -- personificação da
sabedoria --, sabiam tirar proveito de sua pouca inteligência.
Ares era detestado pelos outros deuses, o próprio Zeus o odiava.
Tinha como companheiros nas lutas Éris, a discórdia; Deimos e
Fobos, o espanto e o terror, e Ênio, a deusa da carnificina na
guerra. Amou Afrodite, da qual teve Harmonia, Eros, Anteros,
Deimos e Fobos. Ares era representado com couraça, capacete,
lança e escudo. No combate, sua presença era anunciada com
ferozes gritos de guerra que provocavam pânico. Lutava a pé ou
num carro puxado por cavalos, às vezes em companhia dos filhos
que teve com Afrodite: Deimos (o Medo) e Fobos (o Terror), e
outras vezes com sua irmã Éris (a Discórdia).
Segundo a mitologia, foi vencido
em várias ocasiões. Os Aloídas o derrotaram e encerraram numa
urna de bronze durante 13 meses. Segundo se narra no canto V da
Ilíada, o herói Diomedes, ajudado pela astuta Atena, conseguiu
ferir Ares, que se refugiou no Olimpo.
Ares manteve constantes aventuras
amorosas com mulheres mortais, de que resultaram seus filhos
Alcipe, Ascálafo e Flégias, entre outros. Seus amores com
Afrodite foram descobertos pelo marido desta, Hefesto, que
envolveu astutamente os amantes numa rede para levá-los ante o
soberano juízo dos deuses e assim demonstrar a traição. Em
Roma, com o nome de Marte, recebeu maior veneração que entre os
gregos, sobretudo por parte das legiões romanas.