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KABALA NUMEROLOGIA |
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Texto preparado por Wilson de Mello Franco (Shard Zahr). Todos os direitos deste texto pertencem ao autor, de acordo com a Lei 9610 dos Direitos Autorais de 1998. Não se permite a reprodução, em qualquer mídia, sem permissão do autor
TIFERETH - A BELEZA ou GRAÇA
A Beleza é um caminho por onde se começa a caminhar deixando para trás a glória estática. A beleza sempre se move e se transmuta. Poucos podem ver o que há por trás da beleza. Quando você olha uma árvore, o que vê? Quando você olha um animal, o que vê? Quando você se olha no espelho, o que vê? A BELEZA diversificada de Deus. Em TIFERETH termina uma etapa e começa outra. Nesse ponto o místico já não vê separação, já não vê diversificação, mas união. O judeu não é judeu, o negro não é negro, a mulher (se você for homem) não é mulher, o católico não é católico e nem o muçulmano é muçulmano.
HESOD - A MISERICÓRDIA OU MAGNIFICÊNCIA
É aonde o místico sente pela primeira vez a união entre o eu e o tu, através da beleza, do tempo e do espaço. É aonde o místico divide sua comunhão com Deus com o tu. Tem que passar pelo tu, pelo outro, senão não chegará a Kether. É aonde o místico compartilha a sua beleza. Mas a Misericórdia é mais que uma ajuda, é sentir-se a pessoa, unir-se à sua alma, ao seu espírito e com ela formar uma só força, porque sem união (HESED) não há força. O homem tem assimilar seu Ego não como força de domínio, mas como força de união.
COCHMA - A SABEDORIA SUPERIOR
Nessa esfera, o místico já não é um homem comum; descobriu a Verdade. E esse é o maior dos segredos que um homem pode descobrir, Esse segredo compra o dinheiro e o dinheiro nunca o compra! O dinheiro de Aleister Crowley não comprou este segredo. Em Cochma a verdade o libertou: "Conhecei a verdade e ela vos libertará" - expressa-se o Divino Mestre quando está em presença de Pilatos, no drama de seu julgamento. Quando Pilatos pergunta o que é a Verdade, o Divino Mestre se cala, sob a pena do açoite e da morte na cruz, porque este é um segredo dos iniciados. Quem revela a verdade a um que não a merece, literalmente morre, e morre quem a ouviu, porque é um segredo ocultista que não se liga ao dinheiro, ao mal expresso abertamente no mundo. A Verdade é o poder oculto, capaz de transformar chumbo em ouro, literalmente. O homem que atingiu COCHMA já não age pela sua natureza, mas pela divindade. Aqui o homem está muito mais para seu Cristo que para o mundo. Aqui o homem se tornou filho de Deus, inverteu os pólos e colocou o céu acima da terra, esteve na mansão dos mortos desceu ao inferno e ressuscitou no terceiro dia. Desceu da cruz e subiu ao céu. Em Cochma o místico deu testemunho da Verdade.
BINAH - INTELIGÊNCIA ou ESPÍRITO
Binah é a inteligência - a grande inteligência que surge como luz, no mais alto misticismo. É a inteligência divina que conduz a Kether. Nós fomos, nós somos, nós seremos, e, no entanto não fomos e não seremos, mas unicamente SOMOS. E somos a SOMA = 15 de nós mesmos. E a SOMA do que fomos é o grande segredo desta vida, nossa Verdade, que liberta e escraviza enquanto não a conhecemos: "Conhecei a Verdade ela vos libertará". A VERDADE é 15, a Verdade cá, na terra, está em oculto e mesmo assim por cima de todas as coisas. Martele constantemente uma mentira como se fosse uma verdade e ela se transforma em verdade, assim diziam os nazistas: eles martelaram constantemente que os judeus, negros e outras raças eram inferiores, e muitos acreditam nessa mentira disfarçada de verdade e foram para o inferno do bombardeios dos Aliados. Por isso temos tantas mentiras se passando por verdade, mas a Verdade é um segredo conhecido dos iniciados e "eu revelo os meus mistérios aos que são dignos" (Jesus de Nazaré). Mas para nós, mortais, viventes no EGO = 15, a verdade é um segredo, e apenas uma palavra antônimo de mentira. As religiões ortodoxas fazem da verdade - que não conhecem - um instrumento do mundo.
KETHER - A COROA
É a esfera da sabedoria, da inteligência divina, onde tudo se une, onde tudo perde o conceito, e o místico sente apenas um brilho, como que uma coroa que o rodeia, ininteligível e incompreensível. O resplendor do Buda e como o aro de luz que se vê retrato na cabeça dos santos da Ecclesia.
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