Poeta morto

 

Tanto tempo já faz

Os dias passaram e fui esquecendo

De passar para o papel

Passar tudo de ruim e bom

Que vivi ou deixei de viver

Minha escrita não é a mesma

O movimento da mão é torto

As idéias são fúteis

A cabeça está vazia

Da mesma forma

Que a alma está morta

A solidão é epidemia

Que consome o corpo

E mata a alma aos poucos

Hoje os papéis estão velhos

Amassados e jogados pelo chão

Lápis e canetas perdidos por aí

A vontade e a criatividade

Morreram com o tempo

Os poemas nascem e se vão

Levados pelos ventos da desilusão

As frases começam com um fim

Tornando-me um poeta morto

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