Alma perdida

 

Placas de concretos construídas

Sobre a terra, buracos no chão.

Árvores mortas

Estamos no inverno

O chão está coberto de folhas

O vento gelado é como um aviso

A morte está cantando por aí

Covas recentes, covas antigas.

Lápides recém feitas

E algumas se corroendo

Aqui o dia é sempre fechado

A luz não penetra

Casas de madeira ou de concreto

Enquanto alguns dormem à noite

É nessa hora que estou por aí

Sem saber o que fazer

Esse é o meu lar

Essa é a minha “vida”

Verei o pôr e o nascer do sol

Por toda a eternidade

Já que minha alma está perdida neste mundo.

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