Crucificado
Como é doloroso sentir as marteladas
Pregos perfurando minhas mãos
Como pesa o olhar de alheios
Outros que não me conhecem
Nem se quer tentam
Meu corpo enfraquece a cada palavra
Que me dizem, que me crucificam.
Minhas costas já pesam
E ainda tenho de carregar
Pelo caminho que sigo
O preconceito de todos
Por ser diferente de vós
Como dói as pedradas
Que a vida me dá
E que terei de suportar
Até que me crucifiquem
Até que eu possa
Morrer em paz