O reflexo de minha alma
Olho-me diante de um poço
Vejo o meu reflexo na água
O poço que enchi com
O pranto que tanto derramei
Percebo a dor estampada
Em meu rosto úmido
Minha feição é de tristeza
Sorriso já não nasce mais
Lágrimas que pingam até a superfície
De água formando ondas
Assim como em minha vida
Onde uma gota caiu ao chão
Formou uma poça
A poça tornou-se vertente
Criando um lago que se uniu
Ao mar de lágrimas de outros
Que sofreram assim como eu