Prisioneiro das sombras
Meu corpo foi aprisionado
Vejo ele suspenso
Erguido por correntes
Que esmagam os meus pulsos
Sangrando a minha dor
Sangue escorrendo pela face
Que agora vejo caída
Um olhar profundo e obscuro
Em direção ao chão
Meu pobre corpo flagelado
Umedecido por lágrimas que chorei
Chorei pela minha alma
Que fora tirada de meu corpo
E levada para as sombras
Agora que me desliguei deste mundo
Despeço-me dele
Para vagar solitariamente
Preso na escuridão das sombras
À qual torno-me prisioneiro