Coração sofrido

 

Poucos batimentos são ouvidos

Pulsos machucados certificam

A solidão que circula nas veias

Lágrimas de sangue bombeadas

Por um coração sofrido

As mãos calejadas

Tentam por mais uma vez

Dar nós na garganta

Pois a vida perdera o sentido

A existência tornou-se suicídio

Caindo em um abismo infinito

E mais uma vez a boca calou-se

Para os olhos não falarem por ela

Os ouvidos se fecham

Para não ouvir a voz do silencio

Que pode(ria) ecoar no peito

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