Anjo negro
Um anjo voou em negras nuvens
E em noites de escuridão
Um anjo que se criara diferente
Que nascera com azas negras
Assim como o que ele sentia
Pulsar dentro de si
E por ordem divina ele foi exilado
Do paraíso ao qual vivia
Perdeu o dom de voar
E sem poder bater azas
Caiu dos céus como estrelas mortas
Suas azas pegaram fogo
Atravessou as camadas deste mundo
Se isolando em um abismo profundo
Por culpa própria e do destino
Um anjo negro habitante das sombras
Milênios exalando a raiva e o ódio
Tornando mortais como nós
Escravos de seu inferno