Anjo acorrentado
Sinto a brisa acariciar meu rosto
Dando-me a anseio de querer voar
Mas meus pés estão acorrentados
Minhas asas machucadas
Penas e sangue ao chão
Prisioneiro de um ser mortal
Preso no morro das ilusões
Estacas prendendo as correntes
Que machucam os pulsos
Vertentes de sangue divino
Condenado pela sua ganância amorosa
Um amor impossível de viver
Mas você não enxerga
Nem se quer tem asas
Para voar tão alto
Eu só espero pelos raios
Que possam iluminar seu coração
E pelo dia em que eu possa ver
As correntes se partirem
E eu poder voar novamente