Lácrima lunar

 

Lua aos céus abandonada

Sozinha ao espaço vazio

Iluminando caminhos na escuridão

Onde alguém em uma noite

Solitariamente caminha

Derramando suas lágrimas

Banhando quem a vê

Tocando quem a culta

Sozinha em meio a negras nuvens

Se compara a mim

Nos tornamos iguais e únicos

Nos escondendo para não chorar

O que é inevitável

Não demonstrar nossa dor

E a solidão que vivemos

Lua que chora e banha minha alma

Lavando-a e purificando-a

Do mal que me consumiu

Mas não mata a solidão

Que nos acompanha

Em noites enluaradas

Em quais ela chora

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