A casa da rua 184

 

Folhas acumuladas ao chão

O outono que acabara de chegar

Desnudando as árvores do pátio

No quintal o balanço brinca

Sozinho com o vento que o balança

A batida das venezianas

Ecoam pela rua abandonada

Espantando os poucos pássaros

Que pelo bairro sobrevoam

Ao qual asila casas assombradas

Sendo uma delas

A casa da rua 184

Habitadas por uma família antiga

De condes e condesas

Em uma era distante do tempo real

Almas presas no nosso mundo

Esperando alguém que abra as portas

Alguém que possa ser possuído

Para fechar novamente as portas

Abandonando a casa

Vagando em um novo mundo

Em novos corpos

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