Diário de um deprimente
Mais um dia que morre
Na inexistência de algum sentido
O dia que amanhece em negras nuvens
O sol que se esconde e não me ilumina
Hoje amanheço na falta de alguém
Por dormir com quem não existe
As horas passam diante de mim
E eu me sinto imperceptível ao tempo
A tarde que passa e se põe
Se aconchegando nos braços da solidão
A noite acorda assustada como eu
Em meio ao escuro e aos relâmpagos
O fim do dia está próximo
Meu triste e solitário leito me aguardam
Vou dormir em busca de sonhos irreais
Para amanhecer em mais um pesadelo
Boa noite!