Prisioneiro da solidão

 

Luz que não bate à janela

Paredes frias e deprimentes

Aprisionado em um mundo solitário

Condenado ao exílio

Um corvo sem asas

Sem poder voar em negras nuvens

Sem poder viver assim como eu

Isolado entre quatro paredes

Esperando uma porta se abrir

Obcecado por tal espera

O delírio consome a mente

A angustia enfraquece o corpo

A ausência adormece a alma

Prisioneiro da solidão

À espera de alguém

Que possua a chave-mestra

Para libertar uma alma

Que vive só

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