Poemas em branco

 

Papéis jogados ao chão

Alguns em branco

E alguns rascunhos amassados

Agora jaz uma consciência mórbida

Tornando criações inférteis

Versos que morrem

Nas primeiras linhas de vida

Canetas e lápis abandonados ao relento

Assim como a criatividade do poeta

Que adormece em lamúrias

Sem uma musa inspiradora

A senhora de suas obras

E que agora não mais existe

Deixando o poeta em um vazio

O criador de poemas em branco

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