Senhor das cruzes
Sangue que nasce em meio a espinhos
Cortes profundos causados por chicotadas
A sobrecarga que um homem carrega
Um longo e doloroso caminho a seguir
Visto por todos e ajudado por ninguém
Carregando a culpa de milhares
E alguns ainda o culpam
Alguns o chamam de mentiroso
E mesmo assim ele vos perdoa
Sua jornada termina no alto de um morro
Na tarde de um dia desconhecido
Em meio a pregos e madeiras
Seu corpo é levado a um pedestal
Os pregos que sangram
Doem menos que as lágrimas
Que caem por vós que choram
Um sacrifício em troca do perdão
Que fora esquecido ao passar dos tempos