Máquina do tempo

 

Lágrimas que nascem por você

Que desabam em seu túmulo

Em meio a uma triste solidão

Permanecerei algumas décadas

Ponteiros que giram e não param

O tempo que passa e não volta

A angustia que congela no tempo

A possibilidade que nasce no contra-tempo

A força de um enorme desejo

Me dá uma nova chance

Pra deixar de morrer

Nas flores de um túmulo

E tentar renascer

No brilho de seu sorriso

Se tentar mudar o passado

E poder reviver novamente

Mas tal dom não é possível

E acabo morrendo da desilusão

Por mais que se altere o tempo

Os ponteiros giram no mesmo sentido

Já que sua morte não é conseqüência

E sim a aceitação da vida

Pois os ponteiros giram e não param

E o tempo passa e não volta

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