Sonetos
sobre a solidão
Soneto 6
O Adeus
O
adeus é uma dor muito cruel! A pressentimos antes do momento.
Porque é
sempre dolorosa angústia! Quase
prevista e... Anunciada.
Às vezes, preferimos omitir,
adiando
o seu fatal acontecimento.
Pelo simples e
real temor
de enterrar... A ilusão
despedaçada.
Adeus
é pressentir os nossos
sonhos lindos
se desmoronando.
Sem termos nem a
capacidade de esboçarmos a
menor reação.
É semelhante - a
uma extensa
nuvem tóxica... Nos asfixiando.
O adeus não é um até
logo! É certeza da mais terrível solidão.
O adeus é um barco sem bússola... Sem
esperança nem ilusão.
Singrando um oceano
desconhecido e... Sem
um retorno certo.
A nos deixar sozinhos!
E refém de alguém. Leva a alucinação.
Mas
que é afinal este
adeus? Para martirizar assim o coração!
Uma infinita
saudade lógica, ainda, com desejo de estar perto.
Talvez prantos que rolam
da alma chamados enfim de solidão.
Edvaldo Feitosa - 2000.
(Direitos autorais reservados)
* F. B. N. sob o nº 180859 *
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