Soneto - 4
Hipocrisia
Fico indeciso sem saber o caminho para seguir, e
nem mesmo para voltar.
Porém é fácil concluir... Se o mundo
é normal. Quem enlouqueceu fui eu.
Absurda pretensão a minha. Apenas
insanidade crassa de querer explicar.
Nessa planeta na qual somos hóspedes. Homem lobo
do homem - pode crer.
Os poderosos só permitem reles escolhas...
Para o homem - apenas normal.
As sobras... Das migalhas que a vida aos
menos favorecidos - pode oferecer.
O homem é pai do homem... Da mulher! Da criança!
Por que? Ser assim?
Um animal cruel é esse homem. Se odeia tanto o
próprio homem - sua cria.
Achamos porém o mundo continua - a
ser o mesmo mundo injusto e... Ruim.
Só encontraremos a resposta na
nossa mais profunda, e disfarçada hipocrisia.
Edvaldo Feitosa
(Direitos autorais reservados)
* F. B. N. registro nº 180859 *
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