Assim
Assim
como o mar murmura palavras de ternura, às ondas agitadas.
Acaricia a beleza da amante terra, à distância, com o maior desdém.
Assim mesmo... Sigo olhando o meu passado perdido nas estradas.
Com uma saudade imensa, um amor profundo, sem saber de quem.
Como
um louco solitário... A esperar a amante que, não voltará jamais.
Esperando o tempo retornar, em esperanças por demais - frustrantes.
Assim a minha recordação se alimenta... Das lembranças
passionais.
Procurando relembrar... Não sei porque - às saudades mais
distantes.
Vida
atormentada abandona loucas saudades, regressa ao teu início.
Procura nas flores perfumadas, num cravo - ou qualquer coisa assim.
Minha vida... Lembra-te apenas de tudo aquilo - que foi mais
sublime.
Vida!
Escuta nas colinas às cascatas... Cantando rumo ao precipício!
Tenta iniciar uma nova vida... Tenta esquecer tudo. Esquecer de mim.
Percebe, viver o passado é loucura irracional, insensatez... Um
crime.
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Edvaldo
Feitosa
( Direitos autorais reservados sob o
nº 180859 )
* F. B. N. *
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