Soneto filosófico religioso - 6
Dúvidas
Parti
vida fora com as mãos cheias... De estrelas e de tão puro - e crente.
Imaginava
galopar o futuro...Com a velocidade dos potros - puro sangue.
Agora
compreendo quanto à realidade do sonho... Para mim foi diferente.
Ao voltar assim, de mãos vazias! Fé cansada... Sonhos
mortos – exangue.
Interrogações inúteis -
tento apenas enganar esta minha alma, com
a ilusão.
Loucos
sonhos ou rude certeza. Sigo procurando não sei o que nem onde.
Volto
inutilmente tentando negar... São inúmeras às farpas no meu coração.
É
difícil avaliar mesmo.. A incomensurável dor que, à minha alma esconde.
Segui para batalha com vida
resoluta, crente disposto a regressar vitorioso.
Acreditando
que o meu destino estava em
minhas mãos! Louca... Verdade.
Verdade?
Apenas uma quimera. Um sonho irreal comum do tipo bem banal.
A vida pode mostrar sorrindo, quanto o sonho
pode ser apenas mentiroso.
Bastou
um pouco de realidade e... A vida se transfigurou, já virou saudade.
Meu
Deus! Pouca fé... Ilusões tantas! Sem saber se foi um bem ou um mal.
(direitos autorais reservados nº 180859)
* Fundação Biblioteca Nacional *
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