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Filosofando
Destino?
Certa vez... Brincava
com a minha ilusão - e do destino duvidava.
Pedaços de papel eu os largava - ao sabor da mais forte ventania.
Um com mais sorte, seria destino? Sem explicação, ultrapassava.
Apenas esse voava alto, outro, humildemente, aos meus pés caía.
Seria sorte de uns, auxílio
do vento, destino... Ou banal crendice?
Qual seria à razão? Eu perguntava! Do sucesso e... Do – fracasso.
Talvez uma lei física! Questão de momento... Vento e, superfície.
Para o vento também, agente físico, levá-lo longe, sem embaraço.
Havia descoberto um fenômeno
puramente científico: acreditava.
Era calcular algebricamente a superfície certa no momento exato.
E soltar o papelinho que iria cada vez mais longe eu estava certo!
Sempre voava mais longe,
os papéis... Que cientificamente
atirava.
Escolhi a melhor superfície... Esperei o mais forte vento - um jato.
O acaso ou destino? Não sei! Foi o papelinho que caiu mais perto.
Edvaldo Feitosa
( Direitos autorais reservados nº 180859 )
* Fundação Biblioteca Nacional *
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