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Poema -
6
O
dilema
Quanto
tempo...
Perdi a capacidade de contar!
Por que esta saudade
não faz o mesmo?
Aonde anda a minha
esperança?
Cavalgando uma ilusão perneta?
O tempo
parou faz tempo!
Hoje descobri porque.
As
pulsações do meu coração são ondas digitais...
Tentando
conectá-la no infinito...
Para enviar um e-mail
@passado.com.talvez...
Com apenas três palavras e uma
interrogação.
As palavras... Eu te amei!
A
interrogação...
Por que nos desencontramos sem nos
encontrarmos?
De repente
um silêncio Universal...
Ouço passos reconhecidos pelos meus
anseios insanos.
É a esperança patinando sobre a
ilusão!
Minha alma sorrindo inútil e
conscientemente...
Devaneia - é Ela!
Olho
pela janela e vejo uma miragem sorrindo...
Acredito somente porque
preciso acreditar.
Agitam-se todas as minhas células
loucas despejando,
jatos de adrenalina...
Neste meu
coração desvairado.
Nos
meus sonhos (dormindo). Detesto-os...
Ela sempre aparece acenando
um adeus.
Mas nos meus devaneios acordados. Amo-os...
Escuto
nitidamente sua voz como uma canção -
repetir...
Amar-te-ei
eternamente!
Eis o
grande dilema...
Dormindo sonho e sofro. Acordo para
encontrá-la...
E a realidade é um pesadelo de enlouquecer.
Edvaldo
Feitosa - 2000. (Direitos autorais reservados) * Fundação Biblioteca
Nacional - nº180859 * |