Plâncton
Caracterização e papel ecológico do plâncton
Os seres vivos que habitam no ambiente marinho, compartilhando o mesmo habitat,
estabelecem relações entre si, estruturando comunidades. Grosso modo, podem ser
distinguidos pelo seu modo de vida três grandes tipos de comunidades: plâncton,
nécton e bentos.
O plâncton pode ser classificado pelo tamanho em: Ultraplâncton – microrganismos menores que 2 cm, tanto
produtores como consumidores capazes de viver em águas profundas
e escuras. Inclui as bactérias, as cianobactérias, os protozoários
ciliados e alguns dinoflagelados.
O plâncton constitui-se em um conjunto de populações de organismos
marinhos que se deslocam passivamente nas águas, vivendo na camada
mais superficial dos oceanos. Usa-se o nome plâncton, derivado do
termo grego plankton, que significa errante, porque a imensa maioria
dos seus componentes possui proporções microscópicas e não consegue
nadar com força suficiente para se contraporem às fortes correntes
oceânicas superficiais que o carrega. Entretanto, são muitas as
espécies planctônicas – inclusive algas – que possuem meios de
controlar sua flutuabilidade. Assim, conseguem – mesmo sendo
arrastados pelas correntes – posicionarem-se na profundidade que lhes
é mais adequada. Há, todavia, alguns representantes do plâncton que
são bons nadadores, como as medusas.
Nanoplâncton – microrganismos medindo entre 2 e 20 µm, em
geral produtores, como silicoflagelados e algas unicelulares
coccolitóforas.
Microplâncton – microrganismos com tamanho entre 20 e 200 µm,
tanto produtores (dinoflagelados e diatomáceas) como consumidores
(ciliados e radiolários).
Macroplâncton – organismos de dimensões entre 200 (0,2 mm)
e 2000 µm (2 mm), incluindo alguns poucos produtores, como os
foraminíferos, e uma grande quantidade de copépodos e outros
microcrustáceos predadores.
Megaplâncton – organismos maiores que 2 mm formando um
grupo muito diverso (larvas de peixes, medusas, ctenóforos e
crustáceos) exclusivamente composto por consumidores.